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Ana Hickmann: ‘Minha história na televisão se mistura com a da Record TV’

Há 19 anos na emissora, Ana está sempre se reinventando e pronta para abraçar novos desafios e surpreender o público

Entrevista|Juliana Lambert, do R7

"Tudo o que eu sei [sobre ser uma comunicadora] aprendi aqui dentro, eu sou cria da Record TV", diz a apresentadora do 'Hoje em Dia'
"Tudo o que eu sei [sobre ser uma comunicadora] aprendi aqui dentro, eu sou cria da Record TV", diz a apresentadora do 'Hoje em Dia' "Tudo o que eu sei [sobre ser uma comunicadora] aprendi aqui dentro, eu sou cria da Record TV", diz a apresentadora do 'Hoje em Dia'

Ana Hickmann é plural. Mãe, filha, esposa, apresentadora, empreendedora, protetora. Não é por acaso que a sua história se mistura com a da Record TV há quase duas décadas e, assim como a emissora, que completa 70 anos na próxima quarta-feira (27), ela também está sempre se reinventando e pronta para abraçar novos desafios e surpreender o público.

Ao R7 Entrevista, Ana relembrou sua jornada na TV e as oportunidades que recebeu ao longo da carreira. "Tudo o que eu sei [sobre televisão] aprendi aqui dentro, eu sou cria da Record TV".

Durante a conversa, ela também falou sobre a fórmula de sucesso do Hoje em Dia para se manter há 18 anos no ar, contou como nasceu a sua paixão pelos pets e revelou os desafios de empreender no Brasil. Confira a seguir.

Acho que o grande papel do comunicador é sempre trazer novidades

(Ana Hickmann)

R7 Entrevista — São quase duas décadas na Record TV, praticamente metade da sua vida... Sua história se mistura com a da emissora, que completa 70 anos na próxima quarta-feira, dia 27 de setembro?

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Ana Hickmann — É um filme que passa pela minha cabeça. A minha história na TV começa aqui e realmente se mistura muito com a da emissora, eu sou cria da Record TV. Tudo o que eu sei aprendi aqui dentro, tive todas as oportunidades, como repórter, apresentadora e comunicadora. É muito legal poder contar isso e, ao mesmo tempo, também tem a responsabilidade de sempre trazer inovação e novidade, porque acho que esse é o grande papel do comunicador. A gente tem sim uma marca registrada, mas também tem a obrigação de trazer coisas novas para não cair na mesmice. 

O Hoje em Dia completou 18 anos no último mês de agosto e você está à frente da atração desde a primeira formação. Existe algum segredo para ficar tanto tempo no ar?

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Estou desde o programa número um, que quando foi criado e lançado pela emissora veio para romper barreiras e trazer um novo formato de fazer televisão e revista eletrônica, que depois foi copiado por muitos e se transformou em um grande case. O Hoje em Dia sempre foi se renovando, não só na forma de contar o seu conteúdo, mas também em como a gente se comunica com as pessoas. Hoje, cada vez mais, temos esse trabalho digital multiplataforma, que conecta as pessoas durante o nosso ao vivo, mas também depois. Pelo PlayPlus, pelo YouTube e pelas redes sociais, mantemos essa comunicação direta, que eu acho muito importante.

Posso dizer que o Hoje em Dia tem alma, sentimento e personalidade, exatamente igual a vida de uma família, em que cada um tem o seu jeito de ser, seu pensamento, sua função e espaço, e isso acontece dentro do nosso programa. A amizade e o respeito o transformam na casa de uma família e nós temos o Hoje em Dia como a nossa segunda casa.

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Foi no 'Programa da Tarde' que contei para todo mundo que a minha família estava aumentando

( )

Seu público mudou muito ao longo dos anos?

O público muda o tempo todo e acho que, agora, cada vez mais rápido. Até porque temos outras formas de comunicação. As redes sociais hoje são fundamentais para a gente manter esse relacionamento e trazer novos olhares e um novo público também. Temos um público cativo, mas sempre queremos trazer novas pessoas para compartilhar ideias, temos a obrigação de renovar o tempo todo.

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Ana:
"Temos um público cativo, mas sempre queremos trazer novas pessoas para compartilhar ideias"
Ana: "Temos um público cativo, mas sempre queremos trazer novas pessoas para compartilhar ideias" Ana: "Temos um público cativo, mas sempre queremos trazer novas pessoas para compartilhar ideias"

Na tela da Record TV, você já viajou para lugares incríveis, contou histórias da maternidade real, encarou desafios de tirar o fôlego, comandou reality, entrevistas e, claro, falou sobre moda. Quais momentos mais a emocionaram ao longo dessa jornada na TV?

Seria injusta se apontasse um ou dois momentos emocionantes. Desde o dia da minha estreia na TV, ao lado do Paulo Henrique Amorim e da Janine Borba [no Tudo a Ver], depois no Hoje em Dia, com Britto Júnior e Edu Guedes, e o Tudo é Possível, que também foi um presente que ganhei da casa, quando substitui uma apresentadora incrível, que é a Eliana, e tive a responsabilidade de tocar [esse programa] durante um tempo, que acabou se estendendo e foi maravilhoso.

Também teve o Programa da Tarde e eu falo que ali, sim, algumas coisas icônicas e únicas da minha vida aconteceram. Foi lá que contei para todo mundo que a minha família estava aumentando e foi onde eu apresentei o meu filho para todos.

O canal no YouTube tem ajudado você a se aproximar da nova geração e mostrar um outro lado da Ana Hickmann?

A minha vida, história e intimidade se misturam muito com a da emissora. E foi a Record TV que também me colocou no projeto do YouTube. No começo, eu tinha bastante dúvida, porque não sabia o que seria o canal, e ele foi sendo construído com a ajuda das pessoas, também entendendo e experimentando.

Foi um lugar onde eu realmente pude compartilhar além daquilo que eu já mostro nas redes sociais, a Ana do dia a dia, a vida da minha família, o que a gente acha, pensa e como entende o mundo. Trouxe algumas coisas que eram hobbies e acabei transformando isso também em profissão. Um exemplo é o Cozinhando em Família, que é um quadro dentro do meu canal, que começou com uma brincadeira, porque na minha casa o lugar que a gente mais fica é dentro da cozinha, sempre é o ponto de encontro. Tanto que a cozinha é ligada ao restante da casa e todo mundo está ali o tempo todo. E acabou se transformando em algo muito maior.

Também mostro o meu lado dona de casa, faço compras e supermercado, amo fazer isso! E compartilho receitas de família e as que aprendo todos os dias, que eu experimento e que são aprovadas por eles, para, assim, transmitir e ensinar para as pessoas. Eu falo que se eu consigo fazer aquela receita, todo mundo consegue! Eu gosto de mostrar cada detalhezinho da forma como eu fiz e como consegui chegar naquele resultado.

Aprendi que a gente não tem que esperar pelos outros quando quer alguma coisa. Tem que lutar.

( )

A Ana Hickman empreendedora também já atravessa décadas. Algum conselho para quem deseja ser dono do próprio negócio?

A minha vida como empreendedora vem muito antes da televisão. Já são quase 23 anos no mundo corporativo, que começou ainda na época em que trabalhava apenas como modelo e tive que romper barreiras, ultrapassar e vencer preconceitos, que muitas pessoas não entendiam como uma mulher tão jovem poderia ser capaz de realizar e fazer.

Se eu posso dar uma dica para as pessoas, principalmente para as mulheres, primeiro, é que fechem os ouvidos para terceiros porque, na maioria das vezes, as pessoas nunca apoiam ideias e loucuras que você sabe que podem dar certo, sim!

Quando queremos muito, a gente luta e faz aquilo acontecer. Mas é importante buscar informação, que vai desde [avaliar] se aquele negócio realmente é relevante para aquele lugar onde eu quero colocar isso em prática. Busque cursos e informações. Hoje, nós temos cursos a distância pelo digital e presenciais de empreendedorismo, contabilidade, regras, leis. Enfim, tem tanta coisa que a gente pode buscar!

E depois também é preciso entender se aquele negócio é algo momentâneo, da moda, ou se vai ser a relevante e, principalmente, se fará a diferença na vida das pessoas, porque empreender é bacana, mas para o seu negócio prosperar ele tem que ter um significado na vida das pessoas e fazer a diferença de verdade.

Empreender no Brasil é um desafio?

Uma das maiores dificuldades de qualquer pessoa aqui no Brasil é empreender, porque todos os dias algo novo aparece, seja um desafio da parte econômica, de leis, seja de falta de incentivo. E aí também surge a autossabotagem. Primeiro, não prestar atenção no que você realmente precisa fazer para o seu negócio dar certo e, muitas vezes, ser movido por um sentimento de querer fazer, mas acabar deixando a emoção tomar conta e esquecer também um pouco da razão.

São muitas as barreiras e dificuldades para qualquer empreendedor no Brasil, mas se tem uma coisa que eu aprendi nesta vida é que, quando a gente realmente quer algo, tem que lutar por isso. Outro ensinamento é que precisamos, sim, buscar informação, faz toda a diferença.

Grande parte dos produtos leva o seu nome e carrega a sua imagem. É verdade que você costuma se envolver em todo o processo, até mesmo escolher os melhores fornecedores?

Sim, é verdade. Foi uma das coisas que nós transformamos no mercado do licenciamento. Aprovar de perto, criar produtos, desenvolver coleções, histórias, conhecer a forma, a cadeia produtiva, entender como é o desenvolvimento de cada item, seja de beleza na parte química, seja de moda, na parte de corte, costura, modelagem, tecidos. Também participo diretamente da construção de um acessório, como joia, sapato, óculos e todos os produtos que levam o meu nome.

Apesar de contar com uma equipe forte, a decisão final é sempre sua?

Em algumas situações a decisão final é minha, porém, em outras, hoje, pela grandeza de todo o nosso trabalho, eu conto com o time de gestores em cada área, que ajudam nessas decisões. Até porque a gente não pode levar algo para o lado pessoal e, sim, entender e saber escutar, ouvir o que o mercado nos diz. Então, para tomar as melhores decisões, a gente conta com uma equipe muito forte em cada segmento. Mas em boa parte a palavra final é minha.

O público também está acostumado a acompanhar a sua paixão pelos animais. O resgate do cãozinho Joaquim ganhou os holofotes, mas a sua história como protetora é antiga.

Desde criança sou apaixonada e vivi no meio da natureza e dos bichos. Eu não consegui me desfazer disso na fase adulta. Tanto que quando pude construir a minha casa, a transformei em um verdadeiro espaço voltado para eles, que fazem parte da família.

Eu sempre quis ter os bichinhos perto de mim, mas eu nunca imaginei que eu fosse conseguir ter a possibilidade financeira de montar uma estrutura como a que tenho hoje. Além de ser criadora, eu também sou uma voluntária em várias causas e resgatei algo que eu sempre pratiquei desde pequena.

Muitos animais cruzaram o meu caminho e o mais recente foi o Joaquim, que nós apresentamos nas redes sociais, aliás, foi uma surpresa para mim, porque o Alê [Alexandre Correa, marido de Ana] que acabou publicando nas redes sociais o dia do resgate. Ele nunca tinha feito isso e [até então] ele nunca esteve comigo em um momento assim. Foi lindo, mas assim como o Joaquim, eu tenho a Lu, o Tiozinho e outros cães que já passaram por aqui e que hoje já não estão mais com a gente, já partiram, mas que fizeram parte da nossa família durante muitos e muitos anos.

Você também tem um canil. Apesar de não comercializar, você inspira muita gente pelos cuidados e pelo carinho. Esse era um sonho antigo?

Nosso canil existe oficialmente há quase 15 anos e nós realmente não comercializamos os animais. Hoje temos a raça rodhesian, da qual sou criadora há mais de 14 anos, e levamos os nossos cães para campeonatos, que são como pistas de beleza. Isso é algo que a gente desenvolve aqui. São poucos criadores no Brasil e nós somos um deles. Tanto que o grande campeão da raça no Brasil é nosso. Ele se cham Draco e tem 2 anos, nasceu aqui em casa. 

Você também inspira muitas mulheres com suas diferentes versões: mãe, filha, esposa, empreendedora, apresentadora, aventureira, protetora, mão na massa... Como conciliar tudo isso?

Sempre tivemos essa educação dentro de casa. Não tínhamos como esperar por alguém para poder consertar algo, cozinhar, limpar. Na escola, a mesma coisa, então, quando eu queria algo, eu ia lá. Se não sabia como fazer, eu dava um jeito de aprender, buscava, tentava, errava. E faço isso até hoje. Isso também é culpa da minha mãe. Ela é desse jeito, aprendi que a gente não tem que esperar pelos outros quando quer alguma coisa. Isso vale para tudo.

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