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Fake natty: Minha missão é fazer a nova geração ficar longe do 'suco', diz Rodrigo Góes

Rodrigo Góes viralizou ao 'denunciar' famosos que teriam conquistado corpo musculoso com uso de anabolizantes

Entrevista|Giovanna Borielo, do R7

Rodrigo Góes recorre ao bom humor para conscientizar jovens do uso de anabolizantes
Rodrigo Góes recorre ao bom humor para conscientizar jovens do uso de anabolizantes Rodrigo Góes recorre ao bom humor para conscientizar jovens do uso de anabolizantes

A busca por um corpo saudável e definido faz com que inúmeras pessoas procurem métodos milagrosos em busca dos resultados — o mais conhecido deles, claro, é o uso de esteroides anabolizantes, que em abril tiveram a prescrição para fins estéticos proibida pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

Mas, como saber se uma pessoa treinou mesmo e conquistou o corpo sarado à base de suor ou à base de "suco" (forma como os anabolizantes são chamados nas academias)? É o que tenta desvendar o nutricionista Rodrigo Góes, de 36 anos, que está bombando, nas redes sociais, com suas avaliações "Natty or Not?" e consagrou o bordão "fake natty?" quando tenta descobrir se celebridades são "natty" (naturais) ou "fake natty" (usaram anabolizantes).

Natural de Brasília, onde vive com a filha, Yasmin, e a esposa, Bárbara, o nutricionista diz que é possível ter um corpo definido sem precisar apelar para as bombas. Leia a entrevista a seguir.

[Fake natty] é usado nos EUA para denominar alguém como falso natural%2C e resolvi trazer isso para o Brasil

(Rodrigo Góes)

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R7 — O que o inspirou a criar o quadro Fake Natty e quando começou?

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Rodrigo Góes — A ideia era trazer um pouco de transparência para o meio fitness de forma bem-humorada e com muito respeito. É importante que a nova geração compreenda que existem muitos físicos impossíveis de ser conquistados sem o uso de esteroides anabolizantes. O quadro também visa incentivar a prática do esporte sem o uso de drogas.

Rodrigo e a esposa, Bárbara, são nutricionistas
Rodrigo e a esposa, Bárbara, são nutricionistas Rodrigo e a esposa, Bárbara, são nutricionistas

Por que você decidiu adotar esse termo “fake natty”?

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Gosto muito da língua inglesa, fiz meu ensino médio nos EUA. Esse termo é utilizado lá para denominar alguém como falso natural, e resolvi trazer isso para o Brasil. Gosto muito de mesclar o português e o inglês nos meus vídeos, pois é algo que faço normalmente no dia a dia.

Como você avalia essa onda de busca por um “corpo perfeito”?

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Com preocupação, pois, hoje em dia, os jovens se comparam com fisiculturistas profissionais e, infelizmente, esses físicos são impossíveis de ser conquistados de forma natural. É importante que a nova geração alinhe as expectativas com a realidade.

Hoje em dia%2C as pessoas se comparam a atletas profissionais de fisiculturismo%2C que abusam de drogas%2C e criam expectativas irreais

(Rodrigo Góes)

Você usa certa ironia em relação ao tema. Qual público pretende atingir com suas mensagens?

Todos! Principalmente a nova geração, que, hoje, com muita facilidade consegue comprar esteroides anabolizantes, e também conscientizar aquele indivíduo que utiliza esteroides há anos pensando que não haverá consequências! Não existe almoço gratuito! O meu trabalho também é uma campanha antidroga.

O quadro tem como base suas opiniões. O que você analisa nas imagens para determinar se as pessoas fazem ou não o uso de anabolizantes?

Ganho rápido de músculos, volume muscular fora do comum, definição extrema em indivíduos que não treinam como atletas. Lembrando que o quadro Natty or Not tem como base unicamente a minha opinião e, no fim do dia, é tudo uma grande brincadeira! Esse é um quadro de humor. No canal Rodrigo Góes, trago inúmeros vídeos com depoimento de ex-usuários de esteroides, médicos do esporte e artigos científicos. A missão é fazer com que a nova geração fique longe do "suco" e compreenda que natural é a fonte da juventude e a coisa certa a fazer.

Em abril, o CFM proibiu os médicos de receitar anabolizantes para fins estéticos. Qual sua opinião sobre a determinação?

Achei fantástico! A situação está fora de controle, muitos médicos estão prescrevendo testosterona para fins estéticos, mesmo que o paciente não necessite de nenhuma reposição, o que é muito perigoso a longo prazo.

'Não existe forma segura de usar esteroides anabolizantes', alerta Rodrigo Góes
'Não existe forma segura de usar esteroides anabolizantes', alerta Rodrigo Góes 'Não existe forma segura de usar esteroides anabolizantes', alerta Rodrigo Góes

Mas é possível ter um corpo musculoso sem recorrer a esses hormônios?

Claro! É totalmente possível conquistar de forma saudável um físico malhado e definido. O problema, como eu disse anteriormente, é que, hoje em dia, as pessoas se comparam a atletas profissionais de fisiculturismo, que abusam de drogas, e criam expectativas irreais.

A nutrição é maravilhosa — são memórias afetivas%2C cultura e prazer! Nutrição não é sobre restrição%2C é sobre possibilidades

(Rodrigo Góes)

Você já fez uso de anabolizantes?

Sim, aos 30 anos. Competi sete vezes no fisiculturismo, cinco vezes de forma natural e duas vezes com acompanhamento médico e uso de testosterona. Tive uma breve experiência e fui muito cauteloso. Lembrando que não existe forma segura de usar esteroides anabolizantes, o médico faz apenas o controle de danos.

Como é sua rotina de exercícios e alimentação? Usa algum suplemento?

A rotina está uma loucura, tenho ficado pouco em Brasília, mas sempre busco me exercitar. Fiquei três semanas sem treinar, mas encontrei uma academia perto de onde estou, no Rio de Janeiro, e consegui matar a saudade. Suplementação eu utilizo o básico, whey e creatina! Dois suplementos amplamente estudados, seguros e excelentes para manutenção e ganho de músculos! A minha alimentação sempre é equilibrada.

E não cabe algo mais divertido na dieta?

Em 80% do tempo, eu me alimento com qualidade, uma dieta rica em fibras, vitaminas e minerais. Nos outros 20% eu me divirto com minha família com hambúrgueres e pizzas. Nutrição não é só sobre nutrientes. A nutrição é maravilhosa — são memórias afetivas, cultura e prazer! Nutrição não é sobre restrição, é sobre possibilidades. 

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