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R7 Entrevista
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MC niLL: "Misturo música com 3D, quadrinhos, mangá, digital e outras linguagens. Sou quadrinista do rap"

Rapper paulista adianta detalhes de seu oitavo álbum, O Resgate do Maestro, que será lançado em 29 de junho nas plataformas digitais, e fala sobre a combinação de recursos de várias áreas nas criações  

Entrevista|Eduardo Marini, do R7

MC niLL se considera um "quadrinista do rap que não sabe desenhar"
MC niLL se considera um "quadrinista do rap que não sabe desenhar" MC niLL se considera um "quadrinista do rap que não sabe desenhar"

O rapper e produtor Davi Rezaque, o MC niLL, é um dos representantes mais criativos da cena rap brasileira. Paulista de Jundiaí radicado em São Paulo, 30 anos, ele se prepara para lançar seu oitavo álbum, O Resgate do Maestro, nas plataformas digitais, no próximo dia 29 de junho.

MC niLL é conhecido por combinar música com outras linguagens e elaborar universos, roteiros e personagens para amarrar as músicas em seus álbuns, conectando as faixas e transformando tudo em uma história.

A personagem da vez é um maestro em forma de robô, criado pelo designer gráfico e ilustrador Marcos Müller, o Cosmar, a partir de ideias do rapper. “Me considero uma espécie de quadrinista do rap, mas, como não sei desenhar, preciso da ajuda de parceiros talentosos como o Cosmar”, brinca.

Mc niLL estreou no rap em 2015, com o single Camurça. Chamou atenção do público e dos críticos a partir do álbum Regina, feito em homenagem à mãe, com o sucesso das faixas Nego Drama Pt. II, Minha Mulher Acha Que Eu Sou o Brad Pitt e Wifi. E se consolidou depois com Lógos, apoiado no sucesso da faixa Regras da Loja, atualmente com mais de 15 milhões de acessos nas plataformas digitais.

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Em 2021, lançou o álbum BLU e foi host do podcast Rap, falando, com 50 episódios sobre a força da cultura hip-hop, com a participação de artistas como Djonga, Kyan, Tasha e Tracie e Don L. É também fundador da gravadora independente Sound Food Gang.

Nessa conversa com o R7 ENTREVISTA, MC niLL dá detalhes do próximo lançamento e explica como realiza a fusão de música com mangá, quadrinhos, artes digitais e 3D. Criatividade nos traços e na ponta da língua. Acompanhe:

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Considero meus álbuns de rap como mangás%2C ou seja%2C um conjunto de recursos para contar uma história. No meu trabalho%2C o que não é sonoro é desenhado. Segui esse caminho influenciado pelo Stan Lee%2C roteirista e editor da Marvel Comics%2C que morreu em 2018 aos 95 anos. Quando conheci o trabalho de Lee%2C na adolescência%2C disse a mim mesmo%3A é isso que quero fazer. O interessante foi incorporar o rap a essa linguagem

(MC niLL)

Seu oitavo álbum, O Resgate do Maestro, será lançado nas plataformas digitais no próximo dia 29 de junho. Você é conhecido por criar personagens para dar unidade às faixas dos álbuns e shows. Dessa vez quem amarra e conta a história é um maestro que tem a imagem de um robô. Como essa fusão de linguagens é feita?

MC niLL - Sempre misturei o rap, a música e a poesia, com outros elementos de arte e cultura popular, como quadrinhos, game, arte digital e, daqui a pouco, metaverso. Crie trilhas para alguns games e gostei demais da experiência. Cada vez me interesso mais por essa fusão de linguagens e ela se tornará cada vez mais visível nos meus trabalhos. Costumo dizer que sou um quadrinista do rap, um autor de mangá do rap, só que sem saber desenhar (risos). Conheci ilustradores e profissionais de design gráfico que começaram a dar vida às minhas ideias e personagens. Considero meus álbuns de rap como mangás, ou seja, um conjunto de recursos para contar uma história. No meu trabalho, o que não é sonoro é desenhado. Segui esse caminho influenciado pelo Stan Lee, roteirista e editor da Marvel Comics, que morreu em 2018 aos 95 anos. Quando conheci o trabalho de Lee, na adolescência, disse a mim mesmo: é isso que quero fazer. O interessante foi incorporar o rap a essa linguagem.

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Como surgiu o maestro robô para o álbum?

A imagem do maestro, o trabalho em 3D e o teaser, a peça para o lançamento, tudo isso foi realizado pelo Marcos Müller, o Cosmar, design gráfico e ilustrador de primeira, muito premiado, a partir das minhas ideias. Como não sei desenhar, ele transformou meu desejo em imagens. Quando o maestro cai do céu, por exemplo, há um arranjo de piano e violino que é uma beleza. É um álbum pós-pandêmico. Disse para o Cosmar que imagem simbólica de um robô representa um pouco esse retorno de nós todos. Fomos mudando, mudando, mudando… Demoramos oito meses até chegar à versão final.

O novo álbum tem doze faixas. Misturei o máximo possível das coisas que eu venho experimentando. Trap%2C rap e música negra com sonoridade brasileira. Tem%2C por exemplo%2C um rap com baião. Triângulo%2C acordeon… Tem um house com toques brasileiros… Fizemos questão de deixar claro que o som tem nacionalidade brasileira. Quero que estrangeiros%2C inclusive%2C reconheçam esse álbum como um produto globalizado%2C claro%2C mas com origem brasileira

(MC niLL)

O novo álbum tem quantas faixas?

Doze. Misturei o máximo possível das coisas que eu venho experimentando. Trap, rap e música negra com sonoridade brasileira. Tem, por exemplo, um rap com baião. Triângulo, acordeon… Tem um house com toques brasileiros… Fizemos questão de deixar claro que o som tem nacionalidade brasileira. Quero que estrangeiros, inclusive, reconheçam esse álbum como um produto globalizado, claro, mas com origem brasileira.

E os shows?

A agenda está sendo organizada. Vamos divulgar parte dela após o lançamento nas plataformas digitais do dia 29 de junho. Estamos preparando com cuidado porque esse show terá apelos visuais e de outras linguagens, como disse, que exigirão uma estrutura mais pesada em complexa. Mas teremos um eixo de shows base e, talvez, outros com estrutura um pouco menor.

Fale um pouco sobre você.

Meu nome é Davi Rezaque. Sou paulista de Jundiaí e tenho 30 anos. Sou filho adotado por um funcionário público e uma dona de casa que trabalhou como diarista. Tenho duas irmãs mais novas. Hoje vivo em São Paulo.

Você fundou uma gravadora independente, a Sound Food Gang. Como é o trabalho?

Temos por enquanto cinco projetos. Bons trabalhos, de artistas que começam a aparecer com força no cenário. Não queremos acumular muitos artistas agora para não assumir compromissos além da capacidade de resolução da nossa estrutura. Fazer cinco trabalhos bem feitos é bom. Fazer vinte mal feitos é ruim.

Gosto muito de ler revistas e livros%2C de internet e de games%2C sobretudo quando não tenho compromisso na manhã seguinte%2C porque aí posso varar madrugada jogando e dormir até enjoar no dia seguinte (risos). Não curto futebol nem tenho time. Quando a conversa cai na bola eu mudo de roda

(MC niLL)

O que você gosta de fazer quando não está compondo ou cantando?

Gosto muito de ler revistas e livros, de internet e de games, sobretudo quando não tenho compromisso na manhã seguinte, porque aí posso varar madrugada jogando e dormir até enjoar no dia seguinte (risos). Não curto futebol nem tenho time. Quando a conversa cai na bola eu mudo de roda.

Quais os planos futuros de trabalho?

Pretendo aprofundar essa combinação de música com outras linguagens. Criar projetos em quadrinhos, arte digital, metaverso, enfim, em todas essas linguagem. Não consigo pensar meu trabalho limitado à música.

Muito obrigado.

Eu é que agradeço demais ao R7 e convido todo o público do portal para o lançamento do álbum no próximo dia 29 de junho nas plataformas digitais.

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