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'Parece que conheço o Brasil desde sempre', revela Andrea Bocelli ao falar dos shows que fará no país

Na sexta vez de Bocelli por aqui, ele fará quatro apresentações no mês de maio; com exclusividade ao R7, o cantor falou de música, dos 30 anos de carreira e do carinho que sente pelos brasileiros

Entrevista|Carla Canteras, do R7

Bocelli vai ser apresentar em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo no mês de maio
Bocelli vai ser apresentar em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo no mês de maio Bocelli vai ser apresentar em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo no mês de maio (Luca Rossetti/divulgação Andrea Bocelli)

Andrea Bocelli comemora 30 anos de uma carreira premiada e de sucesso mundial. Como não poderia ser diferente, o Brasil está na rota da turnê que celebra a data. Com shows em Belo Horizonte, Brasília e São Paulo, o cantor lírico se apresentará pela sexta vez por aqui. Em entrevista ao R7, ele fez questão de ressaltar o carinho que sente pelos brasileiros e pelo país. 

"Parece que conheço o Brasil desde sempre. Me identifico, sinto uma empatia, uma mesma forma de encarar a vida que me deixa muito à vontade", diz o cantor. E justifica: "Não é por acaso que é um país com uma comunidade italiana muito grande e muito ativa!"

Serão quatro apresentações no mês de maio: dia 17, em Belo Horizonte; 21, em Brasília; e 25 e 26, em São Paulo. A comemoração dos 30 anos de carreira também contará com a presença de convidados especiais para fazer os já tradicionais duetos de Andrea Bocelli. 

No Brasil, Sandy será a convidada especial que vai subir ao palco com o cantor lírico italiano — esta será a terceira vez que os dois se apresentarão juntos. 

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"Posso dizer que fiz um dueto com Sandy quando ela era quase uma criança. Uma jovem extraordinariamente talentosa, um prodígio, que soube cumprir suas promessas e se tornou uma artista extraordinária", explicou Bocelli. 

Foi com Sandy que Andrea Bocelli cantou pela primeira vez em português. Em 2012, na Itália, eles interpretaram a música Corcovado, de Tom Jobim. 

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Ao ser perguntado se o público brasileiro pode esperar uma reedição do dueto em português, o cantor italiano despistou.

"Estamos fazendo os últimos acertos e o que posso dizer, no momento, é que cada música, cada convidado, cada momento do concerto, está sendo pensado e estudado com enorme cuidado."

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Os ingressos estão sendo vendido on-line no site do Eventim, ainda há lugares disponíveis para os quatro dias de show.

Confira a seguir a íntegra da entrevista ao R7:

R7 Entrevista — São 30 anos de uma carreira consagrada, foi muito difícil escolher as músicas que fariam parte dessa turnê de comemoração?

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Andrea Bocelli — Tenho a sorte de ter gostos musicais que quase sempre coincidem com aqueles do grande público. Talvez seja esta uma das principais razões pelas quais, há 30 anos, tenho a honra de fazer parte da trilha sonora da vida de muitas pessoas. Estamos falando de música, mas também de uma linha profissional e ética que sempre segui e que sempre recompensa: a honestidade intelectual, de não me curvar às modas e de não buscar consensos fáceis — mas fugazes — ligados às tendências do momento.

Condensar 30 anos de carreira em um concerto é um enorme desafio.

Minha equipe e eu procuramos selecionar algumas músicas pop universalmente amadas, que se tornaram de certa forma "clássicos" e que o público brasileiro espera ouvir na minha voz; músicas que ainda me trazem fortes emoções e as quais nunca me canso de cantar. Além disso, serão incluídas no repertório peças do repertório lírico, árias entre as mais célebres e, naturalmente, também as mais adequadas à minha vocalidade. Também haverá canções românticas e músicas dos meus últimos álbuns.

Andrea Bocelli gravou álbum ao lado dos filhos Matteo e Virginia, no Natal de 2022
Andrea Bocelli gravou álbum ao lado dos filhos Matteo e Virginia, no Natal de 2022 Andrea Bocelli gravou álbum ao lado dos filhos Matteo e Virginia, no Natal de 2022 (Luca Rossetti/Reprodução @matteobocelli)

R7 — No fim de 2022, você lançou um álbum ao lado de dois dos seus três filhos, Matteo e Virginia. Como é cantar ao lado deles, já que você sempre ressalta a importância da família na sua vida?

AB — Foi e continua sendo mais um lindo presente que a vida me concedeu. É difícil descrever a dimensão da minha felicidade quando estou no palco e, ao mesmo tempo, me vejo "em família" (com dois dos meus filhos, sendo que filhos sempre foram minha prioridade absoluta na vida), e ao redor de um microfone e diante da minha "família estendida", que é o público. Sempre acreditei na família como principal alicerce da sociedade, um lugar onde se aprende o bem, a escuta, o cuidado mútuo, a convivência pacífica. E o álbum A Family Christmas foi concebido exatamente pela minha família para todas as famílias.

Seja com Matteo ou com Virginia, não é a primeira vez que cantamos juntos, mas gravar o disco foi uma experiência mais envolvente e desafiadora.

No início, confesso que temia uma possível decepção deles, diante da recepção do público, que poderia não corresponder às expectativas. Os resultados, no entanto, superaram todas as expectativas. Além da satisfação pessoal, parece-me que o sucesso do álbum é bom sinal, já que com tantas guerras e tanto sofrimento no mundo, reafirmamos a sede de paz, espiritualidade e de manifestações artísticas voltadas para a celebração da força da vida e do amor.

R7 — Ao longo dos 30 anos de carreira você gravou com grandes artistas de diferentes gêneros musicais. Tem algum motivo especial para você convidar artistas com estilos diferentes do seu para fazer parte dos seus concertos?

AB — A única distinção continua sendo entre música boa e música ruim. Quanto aos gêneros, tento não misturá-los, mas combiná-los, sem preconceitos, em busca de momentos artísticos que sejam capazes de emocionar, de tocar o coração das pessoas.

É claro que há certos estilos musicais com grande potencial, mas que não se encaixam bem com a minha voz. 

No entanto, quando duas vozes de origens diferentes se unem, pode ocorrer algo intenso e mágico.

Na minha opinião, o resultado desses duos com artistas de diferentes gêneros musicais é definitivamente positivo: aprendi com praticamente todos com quem fiz parceria (e com alguns, aprendi muito). Tive a oportunidade de cantar ao lado de grandes nomes como Stevie Wonder, Tony Bennett, Barbra Streisand, Céline Dion e muitos outros, mas também compartilhei o palco com artistas muito jovens.

Foi uma experiência extremamente enriquecedora para ambas as partes: uma oportunidade valiosa para alcançar diversos tipos de público, de diferentes faixas etárias, proporcionando-lhes uma variedade musical mais ampla e, consequentemente, expandindo seu conhecimento. Espero que no futuro surjam ainda mais oportunidades para colaborações novas e empolgantes, tanto em estúdio quanto nos concertos.

Sandy cantará pela terceira vez com Bocelli
Sandy cantará pela terceira vez com Bocelli Sandy cantará pela terceira vez com Bocelli (Reprodução Instagram @sandyoficial)

R7 — No Brasil, você convidou a Sandy para participar dos espetáculos. Como você avalia essa parceria nos palcos?

AB — Posso dizer que fiz um dueto com Sandy quando ela era quase uma criança. Uma jovem extraordinariamente talentosa, um prodígio, que soube cumprir suas promessas e se tornou uma artista extraordinária e eclética quando adulta: não só uma voz conhecida, mas também uma compositora, atriz, uma pessoa engajada em filantropia.

Fico muito feliz em reiterar meu apreço por essa grande intérprete que soube plenamente desenvolver seu talento.

Lembro com carinho de quando cantamos juntos 'Vivo por Ella' e, mais de 10 anos depois, quando a reencontrei, já uma artista mais madura

E cantamos novamente juntos, naquela que foi minha estreia em português, com uma música igualmente maravilhosa, Corcovado.

R7 — Esta vai ser sua sexta turnê no Brasil, sempre com shows lotados. Como é cantar aqui no país?

AB — É a minha sexta turnê, mas parece que conheço o Brasil desde sempre. Tenho uma ligação especial com esta parte do mundo... Me identifico com o país, sinto uma empatia, uma mesma forma de encarar a vida que me deixa muito à vontade. Poderia resumir dizendo simplesmente que me sinto em casa no Brasil. E não é por acaso que é um país com uma comunidade italiana muito grande e muito ativa!

Bocelli fez questão de manter segredo e não revelou se fará algo especial para os brasileiros
Bocelli fez questão de manter segredo e não revelou se fará algo especial para os brasileiros Bocelli fez questão de manter segredo e não revelou se fará algo especial para os brasileiros (Luca Rossetti/divulgação Andrea Bocelli)

Estou feliz em voltar e poder reafirmar pessoalmente, com minha presença, que o afeto que os brasileiros me demonstram é inteiramente correspondido. Associo as vezes que fui ao Brasil com uma energia muito boa, positiva, que se soma a um sentimento de amizade e confiança.

R7 — O público pode esperar uma música brasileira nas apresentações daqui?

AB — Quanto ao programa, estamos fazendo os últimos acertos e, o que posso dizer, no momento, é que cada música, cada convidado, cada momento do concerto, está sendo pensado e estudado com enorme cuidado, para que as noites que teremos juntos possam permanecer no coração e na memória: não só na minha, mas também na de todos os presentes.

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