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Antigo piloto de 'El Chapo' relata ligações com cartéis colombianos

Durante julgamento, piloto do cartel de Sinaloa entre 1986 e 1998 contou que era a principal ligação entre a organização e quadrilhas colombianas

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Retrato de El Chapo durante a segunda semana do julgamento, em Nova York
Retrato de El Chapo durante a segunda semana do julgamento, em Nova York Retrato de El Chapo durante a segunda semana do julgamento, em Nova York

Após alguns dias de recesso por conta do feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, o julgamento do traficante mexicano Joaquín 'El Chapo' Guzmán foi retomado nesta segunda-feira (26), com o depoimento de um homem que percorreu muitos quilômetros ao lado do chefão.

Miguel Ángel 'El Tololoche' Martínez contou aos jurados da corte federal do Brooklyn, em Nova York, que foi o piloto de El Chapo entre 1986 e 1998 e foi responsável por buscar toneladas de drogas na Colômbia durante esse período.

A testemunha disse também que, após um pouso forçado no México em 98, por conta de um problema na hélice do avião, Chapo disse que ele era um "mau piloto" e o mudou de função dentro do cartel de Sinaloa. Ele passou a comandar uma das unidades da organização na Cidade do México.

Ligação colombiana

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Martínez declarou que foi a principal ligação do cartel de Sinaloa com diversos cartéis colombianos, como os de Medellín (de Pablo Escobar), Cali, Bogotá e do Vale do Norte (de Juan Carlos Abadía, que pode ser uma das testemunhas da acusação no julgamento).

Ele também afirmou que um antigo comandante da polícia mexicana, Guillermo Gonzalez Calderón, recebeu pelo menos duas vezes propinas no valor de US$ 10 milhões (cerca de R$ 39 milhões) cada, durante os anos 1980, para que Chapo não fosse preso.

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Durante o depoimento, El Tololoche ('tololoche' é um tipo de baixo acústico usado pelos mariachis do México) contou que escapou de duas tentativas de assassinato durante o período em que está na prisão. Ele foi detido em 1998 por policiais mexicanos.

Medidas de segurança

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Por conta da preocupação com a testemunha, a segurança foi reforçada na sala do tribunal nesta segunda-feira. O juiz Brian Cogan pediu que os artistas que ficam na sala do júri produzindo retratos — já que não é permitido fotografar — não fizessem imagens do rosto de Martínez, para evitar que ele seja identificado.

Durante a manhã, os jornalistas que cobrem o julgamento não sabiam nem mesmo a identidade de quem seria a testemunha no período da tarde.

Na volta da pausa do almoço, ele pediu que a esposa de chapo, Emma Coronel, passasse novamente pelo detector de metais antes de entrar na sala de audiência. Ela estava com um celular, o que não é permitido.

O temor das autoridades é que ela estivesse com o aparelho para fazer fotos das testemunhas, o que poderia comprometer a segurança delas, levando em conta o histórico de assassinatos do cartel e de Chapo. O telefone foi confiscado.

O depoimento de Martínez continua nesta terça-feira (27). O julgamento, que entrou em sua terceira semana, pode durar até quatro meses. Guzmán é acusado de 17 crimes e pode pegar até prisão perpétua.

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