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Charles 3° pede ao Parlamento britânico que permita que irmãos exerçam funções do rei

Com exceção das decisões mais importantes, os familiares do monarca poderiam ter responsabilidades em caso de sua ausência

Internacional|Do R7

Rei Charles durante cerimônia em Londres
Rei Charles durante cerimônia em Londres Rei Charles durante cerimônia em Londres

O rei Charles 3° pediu ao Parlamento britânico nesta segunda-feira (14) que altere a lei para permitir a mais dois irmãos dele que atuem durante sua ausência, adicionando-os a um grupo que atualmente inclui o irmão "em desgraça", o príncipe Andrew.

Em uma declaração a título do rei lida na Casa dos Lordes, a câmara alta do Parlamento, Charles, que nesta segunda-feira completou 74 anos, pediu que o número de conselheiros de Estado fosse ampliado para que sejam incluídos a irmã, a princesa Anne, e o irmão mais novo, o príncipe Edward.

Os conselheiros, que podem atuar em nome do monarca em caso de ausência na realização de todas as funções — exceto as mais importantes, como nomear um novo primeiro-ministro —, são selecionados entre a esposa e os quatro adultos seguintes na linha de sucessão ao trono.

Atualmente, isso significa que, além da esposa de Charles, Camilla, e do filho mais velho e herdeiro, o príncipe William, o grupo compreende o filho mais novo do rei, o príncipe Harry, o príncipe Andrew e a filha mais velha de Andrew, a princesa Beatrice.

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Isso tem gerado críticas por parte de alguns comentaristas, pois nem Andrew nem Harry desempenham mais funções oficiais da realeza.

Andrew foi destituído da maioria dos títulos reais e afastado dos deveres devido a um escândalo em torno da amizade com o falecido financista americano Jeffrey Epstein, um agressor sexual condenado. O príncipe fez um acordo em um processo nos EUA no qual foi acusado de abuso sexual.

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Enquanto isso, Harry deixou os deveres reais em 2020 e se mudou para a Califórnia com a esposa. Meghan Markle.

"Para garantir a eficiência contínua dos negócios públicos quando eu não estiver disponível, como quando estou desempenhando funções oficiais no exterior, confirmo que ficaria mais satisfeito se o Parlamento considerasse adequado que o número de pessoas que podem ser chamadas a atuar como conselheiros de Estado... fosse aumentado para que sejam incluídos minha irmã e meu irmão", disse o comunicado do rei.

A mudança exigirá que o Parlamento britânico altere os termos da Lei de Regência.

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