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'El Chapo' chegou a ter 4 aviões e viajou o mundo todo, diz piloto

Traficante mais famoso do México ficou milionário nos anos 1990 e gastava muito dinheiro com aviões, mulheres, festas, bebidas e outras excentricidades

Internacional|Fábio Fleury, do R7

Desenho representa a hierarquia do cartel de Sinaloa, chefiado por 'El Chapo'
Desenho representa a hierarquia do cartel de Sinaloa, chefiado por 'El Chapo' Desenho representa a hierarquia do cartel de Sinaloa, chefiado por 'El Chapo'

No início da década de 1990, quando se tornou o principal traficante do México, Joaquín 'El Chapo' Guzmán, que está sendo julgado em um tribunal em Nova York (EUA), ganhava e também gastava milhões com jatos, propriedades, festas, bebidas e mulheres.

Ex-piloto do cartel de Sinaloa, Miguel Ángel Martínez, continuou seu depoimento nesta terça-feira (27), contando que Guzmán gastava de US$ 10 milhões (cerca de R$ 38 milhões) a US$ 12 milhões (cerca de R$ 46 milhões) para sustentar a organização criminosa e sua guerra contra o cartel de Tijuana, mas também seus gostos milionários, que chegaram a incluir quatro jatos particulares, e também suas "quatro ou cinco esposas".

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Viagens ao redor do mundo

Martínez, conhecido como 'El Tololoche' (espécie de baixo acústico usado no México) ou 'El Gordo', disse aos jurados que, quando conheceu El Chapo, em 1986, ele não possuía nenhum avião.

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"Nos anos 1990, ele tinha quatro. Ele tinha uma casa em cada praia famosa do México. Uma fazenda em cada estado mexicano", contou El Gordo no tribunal. "Ele também tinha uma família muito grande, quatro ou cinco 'esposas'. Tínhamos que dar dinheiro a todos."

Durante seu depoimento, Martínez relatou que viajou praticamente o mundo todo com o chefão mexicano, com exceção da Austrália. A lista inclui o Brasil, "toda a Europa", Japão, Tailândia, Cuba, Peru, Hong Kong e Macau. As viagens eram tanto a lazer quanto para "fazer negócios" do cartel.

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Mudança de foco

Segundo El Gordo, no início o cartel de Sinaloa focava seus negócios no tráfico de maconha, mas ele insistiu com o chefão para que o principal produto passasse a ser a cocaína. Isso porque a maconha, além de mais barata era mais difícil de transportar.

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"Nós vendíamos o quilo de maconha por US$ 2 mil (R$ 7,75 mil). O quilo de coca vendia por US$ 15 mil (R$ 5,6 mil) e não ocupava metade do espaço", explicou a testemunha.

Em pleno boom da cocaína, no início dos anos 1990, El Chapo mandava seus jatos a Tijuana coletar o dinheiro arrecadado com o tráfico e cada um voltava com US$ 8 milhões (R$ 31 milhões) a US$ 10 milhões (R$ 38 milhões). "Era a melhor coisa do mundo", disse El Gordo.

De acordo com a testemunha, El Chapo chegou a ter um pequeno zoológico em uma de suas fazendas, com tigres e leões. Os bens do traficante também incluíam um iate, batizado como 'El Chapito'.

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