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Eleições na Turquia: Erdogan busca mais um mandato e enfrenta uma oposição unida 

Os 64 milhões de eleitores turcos vão as urnas para eleger quem será o presidente do país pelos próximos cinco anos

Internacional|Do R7, com AFP

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Os 64 milhões de eleitores da Turquia vão as urnas neste domingo (14). O pleito é o mais acirrado desde que o atual presidente, Recep Tayyip Erdoga, chegou ao poder há 20 anos. 

A união dos partidos de opoisção e a grave crise econômica que o país enfrenta são fatores que podem impedir que o atual presidente consiga a maioria dos votos para permanecer no poder.

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Erdogan, de 69 anos, tem como principal adversário Kemal Kiliçdaroglu, de 74 anos, candidato de uma aliança de seis partidos, que vão da direita nacionalista à esquerda democrática, um movimento liderado pelo CHP (social-democrata), fundado pelo pai da Turquia moderna, Mustafa Kemal Atatürk.

Kiliçdaroglu também recebeu o apoio sem precedentes do partido pró-curdo HDP, a terceira maior força política do país.

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O candidato Muharrem Ince, que tinha entre 2% e 4% das inteções de voto, desistiu da eleição na útlima quinta-feira (11) e esse cenário deve favorecer Kiliçdaroglu.

Em caso de vitória, o opositor será o 13º presidente da história da República da Turquia - que completa 100 anos em 2023.

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Com duas décadas no poder, Erdogan tem o mais longevo mandato da Turquia desde a queda do Império Otomano.

Os turcos também vão renovar o Parlamento e devem escolher entre o partido conservador-islâmico AKP, de Erdogan, e o CHP laico de Kiliçdaroglu.

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Vitória no primeiro turno?

As pesquisas projetam uma eleição muito disputada. Os dois lados estão convencidos que conquistarão a vitória no primeiro turno. Se isto não acontecer, o segundo turno está programado para 28 de maio.

Kiliçdaroglu abordou rapidamente o que poderia representar um obstáculo para sua campanha em uma Turquia predominantemente sunita: o fato de pertencer ao alevismo, crença mística que combina religiões, culturas ou ideias. Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, o candidato reconheceu publicamente sua adesão a este ramo heterodoxo do islã.

Ele promete "justiça, a lei e apaziguamento" em todos os temas, da economia até o poder aquisitivo (a inflação na Turquia superou 85% em outubro), incluindo as liberdades públicas.

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Em um país afetado por uma grave crise econômica e de confiança, onde jovens formados em engenharia e medicina tentam deixar o país, o onipresente Erdogan luta com todas as forças para salvar seu legado e conta com o índice de 30% de eleitores fiéis.

O presidente turco aborda as promessas de campanha com números e injúrias. Ele acusa os rivais de conluio com os "terroristas" do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão), ataca seus vínculos com o Ocidente e suas "conspirações", além de apresentá-los como "pró-LGBT" que querem "destruir a família".

Voto dos jovens

Eleitores jovens, entre 18 e 24 anos, podem ser decisivos na eleições deste ano
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Pouco mais de cinco milhões de jovens votarão pela primeira vez. Este grupo só conheceu a Turquia governada por Erdogan, com sua guinada autocrática desde as grandes manifestações de 2013 e a tentativa frustrada de golpe de Estado de 2016, que terminou com dezenas de milhares de detenções.

"A primavera chegará graças a vocês", afirmou Kiliçdaroglu aos jovens em um comício.

Uma pesquisa do instituto Metropoll aponta que ele tem o apoio da maioria dos eleitores na faixa entre 18 e 24 anos.

Outra dúvida para as eleições é o impacto do terremoto de 6 de fevereiro, que deixou mais de 50 mil mortos e um número desconhecido de desaparecidos no sul do país. Os sobreviventes, que denunciam que a ajuda chegou muito tarde, agora estão espalhados por todo o país ou vivem em barracas provisórias.

Há também um,a preocupação quanto a lisura do processo eleitoral da Turquia e o "estado da democracia", alertou o Conselho da Europa, que enviará 350 observadores ao país, além dos designados pelos partidos, aos 50 mil locais de votação.

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