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Em 2ª noite de protestos, Trump acusa mídia de 'incitação'

Magnata disse ser "injusto" sofrer manifestações após eleição

Internacional|Ansa

Jovens protestam contra a eleição de Donald Trump na cidade de Eugene, estado de Oregon
Jovens protestam contra a eleição de Donald Trump na cidade de Eugene, estado de Oregon Jovens protestam contra a eleição de Donald Trump na cidade de Eugene, estado de Oregon

Pela segunda noite consecutiva, os Estados Unidos foram palco de protestos contra o recém-eleito presidente, o magnata republicano Donald Trump. Sob o slogan "not my president", os manifestantes saíram às ruas de várias cidades do país para denunciar que Trump representa o "ódio social" e que o empresário não foi escolhido por eles para assumir a Casa Branca.

"Eu acabei de vencer uma eleição presidencial aberta e de sucesso. Agora chegam estes manifestantes profissionais, incitados pela mídia, para protestar. É muito injusto", escreveu Trump em sua conta no Twitter. Assim como os protestos de ontem, nesta madrugada houve focos de manifestação em vários lugares. De acordo com a imprensa norte-americana, os atos ocorreram em menos 25 cidades do país, os quais terminaram com 100 pessoas detidas.

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Cerca de 30 manifestantes foram presos em Nova York, diante da Trump Tower, na 5ª Avenida. Em Portland, no estado do Oregon, a polícia prendeu pessoas que destruíram vitrines de lojas e colocaram fogo em lixeiras públicas do centro da cidade. Também foram disparadas balas de borracha e usados spays de pimenta para dispersar os manifestantes. Em San Francisco, universitários carregaram bandeiras do México e de movimentos de apoio a gays para protestar contra Trump.

"Ele não é meu presidente" foi o slogan mais proferido durante a noite. Em Los Angeles, Denver e Minneapolis, a polícia precisou fechar temporariamente algumas vias para coordenar os manifestantes nas ruas. Trump foi eleito o 45º presidente dos Estados Unidos na última terça-feira (8), ao derrotar a candidata democrata, Hillary Clinton.

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Ele conseguiu mais votos no colégio eleitoral que Hillary, a qual, no entanto, foi mais apoiada nas urnas. A democrata conquistou 47,7% dos votos nas urnas, mas apenas 232 no colégio eleitoral. Já Trump teve 47,5% dos votos, com 306 do colégio eleitoral.

Polícia reprime protestos em Portland:

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