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Internacional EUA alertam China para não interferir nas eleições em Taiwan

EUA alertam China para não interferir nas eleições em Taiwan

Eleitores taiwaneses vão às urnas no dia 13 de janeiro, e tanto Pequim quanto Washington devem acompanhar o pleito de perto

AFP
Presidente dos EUA, Joe Biden, e presidente da China, Xi Jinping, se encontraram em novembro deste ano

Presidente dos EUA, Joe Biden, e presidente da China, Xi Jinping, se encontraram em novembro deste ano

Kevin Lamarque/Reuters/ 15/11/2023

Os Estados Unidos alertaram nesta sexta-feira (15) a China sobre não interferir nas eleições presidenciais de 13 de janeiro em Taiwan e esperam que o pleito ocorra sem "coerção".

Tanto Pequim quanto Washington estão acompanhando de perto essas eleições na ilha autônoma, porque poderiam determinar o futuro das relações de Taiwan com Pequim.

"Nossa grande expectativa e esperança é que essas eleições estejam livres de intimidação, coerção ou interferência de todas as partes", afirmou o embaixador dos Estados Unidos na China, Nicholas Burns.

Taiwan, uma ilha com governo autônomo que Pequim considera parte de seu território, é um importante ponto de tensão entre China e Estados Unidos, o aliado mais importante de Taipé.

O governo chinês reivindica a soberania de Taiwan e ameaçou várias vezes tomar posse da ilha um dia, inclusive pela força, se necessário.

"Os Estados Unidos não estão envolvidos nem se envolverão nessas eleições", disse Burns.

Taiwan é um importante produtor de semicondutores, e o estreito de Taiwan continua sendo uma rota de transporte crucial para o comércio mundial.

Burns afirmou que "a China deseja se tornar a maior potência do Indo-Pacífico".

Embora tenha reconhecido que ambos os países têm "um relacionamento competitivo" em termos militares e econômicos, Burns destacou a capacidade de chegar a acordos, especialmente após uma reunião em novembro entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e seu contraparte chinês, Xi Jinping.

Ambos os líderes concordaram em restabelecer a comunicação entre militares e abordar o comércio de fentanil, um opioide sintético que causa dezenas de milhares de mortes por overdose nos Estados Unidos a cada ano. Segundo Washington, o fentanil é fabricado pelos cartéis mexicanos com substâncias químicas originárias da China.

Burns também pediu o fortalecimento das relações entre os dois países.

"Há seis ou sete anos, tínhamos 15 mil estudantes americanos na China. No ano passado, ficamos com 350", disse.

Antes da pandemia, havia 354 voos diretos por semana entre os dois países, em comparação com apenas 70 atualmente.

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