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Fotografia de grávida vítima de ataque a maternidade de Mariupol ganha prêmio mundial

Ucraniano fez a melhor foto do ano, segundo a World Press Photo; para o júri, a imagem mostra um 'fato profundamente doloroso'

Internacional|Do R7

Imagem capturada por Evgeniy Maloletka (AP) mostra o resgate de Iryna Kalinina
Imagem capturada por Evgeniy Maloletka (AP) mostra o resgate de Iryna Kalinina Imagem capturada por Evgeniy Maloletka (AP) mostra o resgate de Iryna Kalinina

A fotografia de uma mulher grávida ferida, ao ser resgatada de uma maternidade após o atentado russo contra a cidade ucraniana de Mariupol, levou o primeiro prêmio do World Press Photo, um dos concursos de fotografia jornalística mais prestigiados do mundo. O resultado foi revelado na quinta-feira (20).

O fotógrafo que capturou a imagem vencedora é Evgeniy Maloletka, da agência AP (Associated Press). Segundo o júri da competição, ele "captura o absurdo e horror da guerra", evidenciando "a morte de futuras gerações de ucranianos".

Maloletka é ucraniano e disse ter chegado ao local uma hora antes da invasão de Mariupol. Foi um dos poucos que conseguiram documentar o incidente e o resgate das vítimas. À fotografia, eleita a World Press Photo of the Year (a foto do ano da World Press), ele deu o nome "Mariupol Maternity Hospital Airstrike" (Ataque aéreo ao Hospital e Maternidade de Mariupol, em tradução livre).

"Durante 20 dias, vivemos com os médicos no porão do hospital e em abrigos com cidadãos comuns, tentando mostrar o medo que os ucranianos viviam", contou.

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Na fotografia premiada, a gestante Iryna Kalinina está sendo transportada em uma maca por cinco homens, em meio a prédios destruídos. Com o rosto pálido, o olhar perdido e a perna ensanguentada, ela segura a barriga, bem redonda.

O bebê, que recebeu o nome de Miron, que vem da palavra paz, nasceu morto. Iryna, que tinha 32 anos, morreu meia hora após o parto.

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Essa imagem mostra um "fato histórico profundamente doloroso", disse o júri.

A cidade portuária de Mariupol, no sudeste do país, é símbolo da resistência ucraniana. O local foi atacado e bombardeado pelas forças russas por várias semanas, ainda no início da ofensiva, em fevereiro de 2022.

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O bombardeio contra uma maternidade e um hospital pediátrico da cidade, em 9 de março de 2022, deixou três mortos e ao menos 17 feridos e deflagrou uma avalanche de condenações em todo o mundo.

A princípio, a Rússia negou a responsabilidade pelos ataques. Mariupol caiu nas mãos dos russos em maio de 2022. De acordo com Kiev, 90% da cidade foi destruída, e cerca de 20 mil pessoas morreram desde então. A União Europeia condenou o atentado e o considerou um "grave crime de guerra".

Além de ter reconhecido a qualidade do trabalho de Maloletka, ao dar maior destaque à imagem, o júri da competição afirmou que "espera que o mundo faça uma pausa para reconhecer as intoleráveis realidades dessa guerra e refletir sobre o futuro da Ucrânia".

Essa e outras fotografias premiadas serão exibidas em mais de 60 cidades. A primeira será Amsterdã, onde a exposição será aberta em 22 de abril. Estão no roteiro, ainda, Roma, Berlim, Barcelona, Zurique, Tel Aviv, Taipei, Singapura, Cidade do México, Jacarta, Sydney e Toronto. O calendário pode ser consultado no site da fundação.

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