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Japão: número de mortos em terremoto chega a 94

Quatro dias após o forte tremor de terra que abalou a costa oeste do país, 242 pessoas ainda estão desaparecidas

Internacional|

Socorristas correm contra o tempo para tentar encontrar vítimas com vida
Socorristas correm contra o tempo para tentar encontrar vítimas com vida Socorristas correm contra o tempo para tentar encontrar vítimas com vida (Kim Kyung-Hoon/Reuters - 05.01.2024)

Autoridades da província japonesa de Ishikawa, a mais atingida pelo terremoto de 7,6 graus na escala Richter ocorrido na segunda-feira (1º), elevaram nesta sexta-feira (5) o número de mortos para 94 e o de desaparecidos para 242, com pouca esperança de encontrar mais sobreviventes.

As cidades com o maior número de desaparecidos são duas das mais atingidas pelo terremoto, Wajima e Suzu, onde desabaram muitas casas, e os esforços de resgate continuam, apesar do limite de 72 horas após o qual é muito difícil encontrar sobreviventes.

A Guarda Costeira japonesa também está procurando desde ontem, com ajuda de um avião e um barco, pessoas que possam ter sido arrastadas pelo tsunami — foram registradas elevações de até 1,2 m no nível do mar — desencadeado pelo terremoto que atingiu a região central do Japão no início da semana.

Especialistas também alertaram sobre tremores secundários ao longo desta semana e da próxima, que podem ser de grande intensidade, assim como sobre as chuvas que estão afetando a área, que podem causar deslizamentos de terra e também dificultar os esforços de resgate.

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Em Wajima, pelo menos 55 pessoas morreram, enquanto 23 morreram em Suzu e municípios como Hakui, Noto e Anamizu somam mais de 12.

A boa notícia do dia foi o resgate com vida de uma mulher octogenária em Suzu, que foi encontrada sob os escombros de sua casa por um cão de resgate da brigada de incêndio de Osaka (oeste do Japão).

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A Agência Nacional de Polícia (NPA) já enviou 1.100 membros para a região, enquanto o número de membros das Forças de Autodefesa (Exército) dobrou para quase 5.000.

Até o momento, mais de 30 mil pessoas permanecem desalojadas em 370 abrigos diferentes em Ishikawa, onde cerca de 160 pessoas ainda estão isoladas devido a estradas danificadas.

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Cerca de 27 mil residências na região ainda estão sem eletricidade e 68 mil estão sem água.

O terremoto, que atingiu a península de Noto — uma área conhecida por ter falhas ativas — na segunda-feira, teve seu epicentro 30 km a nordeste de Wajima e atingiu o nível 7 na escala fechada de 7 do Japão, que se concentra no poder destrutivo do tremor.

Este terremoto já é visto como o mais devastador no Japão desde 2011, um tremor de 9,0 graus que provocou um tsunami que deixou mais de 20 mil mortos e desencadeou o desastre nuclear de Fukushima, o pior desde Chernobyl (Ucrânia) em 1986.

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