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Macron é acusado de utilizar atentado de forma oportunista

Presidente francês foi a Estrasburgo, mas continua pressionado, mesmo após ter cedido em algumas reivindicações dos 'coletes amarelos'

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Eugenio Goussinsky, do R7
Jean-Francois Badias/Reuters/14-12-18

Macron visitou mercado onde ocorreu atentado

O atentado a tiros da última terça-feira (11), em Estrasburgo, na França, que deixou pelo menos quatro mortos, se tornou um motivo a mais de acusações contra o presidente francês Emmanuel Macron.

A ação terrorista ampliou o conteúdo das críticas no momento em que Macron, mostrando-se abalado com o ocorrido, discursou em favor de uma conciliação nacional em função do ataque.

O presidente visitou nesta sexta-feira (14) o mercado de Natal em que ocorreu o atentado na cidade francesa, para se solidarizar com os familiares das vítimas e com a população local.

Como o movimento dos 'coletes amarelos' juntou direita e esquerda contra Macron na França

As últimas ações de Macron foram vistas por opositores e pelos líderes do movimento dos "coletes amarelos", que, desde o último dia 17, vêm promovendo manifestações contra o governo, como uma tentativa oportunista do presidente em utilizar politicamente o atentado. O suposto assassino Cherif Chekatt foi morto dias depois do crime, de acordo com as autoridades.

Segundo o jornal Le Monde, a oposição, liderada por Marine Le Pen (Frente Nacional), Nicolas Dupont-Aignan (DLF - Libertar a França) e Jean-Luc Melenchon (LFI - França Insubmissa ) também consideraram que o governo está tentando utilizar a tragédia a seu favor. Melenchon foi enfático.

"Se começarmos a ceder a um assassino, alterando todas as nossas vidas,  é ele quem ganhou."

Houve certa desmobilização do movimento após Macron ceder em duas das principais demandas dos manifestantes: aumento do salário mínimo e o cancelamento do aumento da CSG (Contribuição Social Geral) para os pensionistas que ganham menos de 2.000 euros (R$ 8.837,00) por mês.

A liderança dos coletes amarelos, porém, se mantinha firme em seus propósitos de não se contentar com tais medidas.

Priscillia Ludosky e Maxime Nicolle garantiram isso em coletiva de imprensa na última quinta-feira (13).

Indignados, eles juraram não se separar e manter o foco na busca de um "recuo dos privilégios do Estado", tendo como um dos instrumentos a luta por um referendo sobre as políticas ecológicas e fiscais, que pode incluir até a renúncia de Macron.

Segundo eles, que também estão acuados em função da violência dos protestos em algumas cidades, a nova manifestação, marcada para sábado (15), está mantida. Mesmo após os apelos do governo, que afirmou não ser razoável sobrecarregar a polícia, neste momento atarefada em manter a segurança contra atentados no país.

Veja a galeria: 'Coletes amarelos' seguem nas ruas, apesar de recuo de Macron

Pascal Rossignol / Reuters - 5.12.2018

Os 'coletes amarelos' seguem nas ruas e estradas de Paris, apesar da decisão do governo da França de suspender o aumento dos impostos sobre combustíveis, anunciada na terça-feira (4). Nesta quarta-feira, foram registradas barricadas em diversas estradas francesas

Regis Duvignau / Reuters - 5.12.2018

Se apresentando como 'resistência gaulesa', alguns porta-vozes dos manifestantes repetem desde o anúncio da suspensão do aumento que 'não é suficiente'

Regis Duvignau / Reuters - 5.12.2018

Alguns dos manifestantes dizem que as medidas são 'uma gota no oceano' e não vão aliviar o peso dos impostos sobre combustíveis, eletricidade, gás e outros bens no bolso dos franceses

Stephane Mahe / Reuters - 5.12.2018

Na terça-feira, o primeiro-ministro francês, Edouard Philippe, anunciou a suspensão, por seis meses, de um pacote de medidas para reduzir a emissão de gases poluentes que incluía o aumento do imposto sobre combustíveis e inspeções mais severas dos automóveis

Regis Duvignau / Reuters - 5.12.2018

Os chamados 'coletes amarelos', nome que remete a um tipo de vestimenta obrigatória nos carros franceses, promovem grandes manifestações desde o dia 17 de novembro. No último fim de semana, centenas de pessoas foram presas em Paris, após violento choque com a polícia

Regis Duvignau / Reuters - 5.12.2018

Entre os manifestantes, a insatisfação com o governo de Emmanuel Macron é evidente, inclusive com o uso da expressão 'Macron degáge' — algo como 'Fora, Macron', em tradução livre. Nesta quarta-feira, o porta-voz da Presidência pediu que as forças políticas, sindicatos e empregadores mantenham a calma durante novos protestos convocados para o próximo final de semana

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