Internacional Paraguai investiga origem de dez toneladas de cocaína apreendidas em Hamburgo, na Alemanha

Paraguai investiga origem de dez toneladas de cocaína apreendidas em Hamburgo, na Alemanha

Carregamento que saiu de Assunção estava misturado com uma carga de gergelim, para tentar despistar a polícia

AFP
Resumindo a Notícia
  • Carga de 10 toneladas de cocaína saiu do Paraguai e foi apreendida no porto de Hamburgo.

  • O Ministério Público do Paraguai investiga o caso.

  • Droga estava misturada com um carregamento de gergelim.

Crime está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraguai

Crime está sendo investigado pelo Ministério Público do Paraguai

EFE/Andrés Cristaldo/9/5/2017

O Ministério Público do Paraguai está investigando a saída de um carregamento de 10 toneladas de cocaína que partiu de Assunção e foi apreendido no porto de Hamburgo, na Alemanha, há uma semana, informaram autoridades do governo nesta segunda-feira (17).

"Ainda não temos uma informação oficial sobre a carga, mas já revisamos as imagens dos escâneres e encontramos uma que deveria ter sido reportada pelo pessoal e não foi feito", afirmou o diretor da Alfândega, Julio Fernández.

A embaixadora do Paraguai na Alemanha, Patricia Frutos, disse que soube do caso pela imprensa e que seu governo aguarda detalhes sobre a operação.

"Como se trata de um processo em andamento, por protocolo, as autoridades preservam informações", afirmou.

As 10 toneladas de cocaína apreendidas saíram de Assunção, em 15 de maio, misturadas com um carregamento de gergelim, disse Fernández.

A ministra da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Zully Rolón, reforçou que, se as autoridades alemãs confirmarem que a droga tem origem no Paraguai, "seria uma pena (...), já que a alfândega fez o esforço de adquirir escâneres para evitar esse tipo de situações", afirmou.

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Já o criminalista Juan Martens destaca o histórico de apreensões que envolvem países da América do Sul.

"Estamos em uma área onde são recolhidas as mercadorias que vêm da zona andina: Bolívia, Peru, Colômbia, e aqui são embarcadas para a Europa. Somente nos últimos três anos, a Europol (Polícia Europeia) apreendeu cerca de 40 mil quilos de cocaína. Significa que muita mercadoria está sendo enviada", contou à AFP.

O especialista enfatizou que o crime organizado se infiltra nas instituições federais em seu desejo de manter o controle sobre o poder político e os órgãos de segurança.

"Então é uma combinação perfeita para controlar as instituições por meio de funcionários desonestos", finalizou.

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