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Premiê japonês retoma campanha após explosão em ato eleitoral

Segurança de políticos foi reforçada após assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe, em julho de 2022 na corrida eleitoral

Internacional|

Primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, seguiu campanha após tentativa de atentado
Primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, seguiu campanha após tentativa de atentado Primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida, seguiu campanha após tentativa de atentado

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, retomou suas atividades eleitorais neste sábado (15), após ser retirado ileso de um ato eleitoral no oeste do país, abalado por uma explosão – informou a imprensa local.

Um homem de 24 anos, da região de Hyogo (oeste), foi detido, disse a polícia de Wakayama à AFP.

"Houve uma forte explosão (...). A polícia está investigando os detalhes, mas gostaria de pedir desculpas por preocupar as pessoas e causar-lhes problemas", disse Kishida, a alguns quilômetros do local do incidente.

"Neste momento, acontece uma campanha importante para o nosso país, e devemos trabalhar juntos e ir até o fim", acrescentou.

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O primeiro-ministro deve participar de outro evento público em Chiba, perto de Tóquio, à tarde.

Kishida estava na cidade portuária de Saikazaki na manhã deste sábado para apoiar um candidato local do partido governista e se preparava para discursar para apoiadores, quando o incidente ocorreu.

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Vários veículos de comunicação, incluindo a agência de notícias Kyodo, relataram que um objeto parecido com uma "bomba de fumaça" havia sido lançado. Segundos depois, ouviu-se uma detonação, e o local se encheu de fumaça branca.

A emissora de televisão NHK transmitiu imagens de uma pessoa sendo mantida no chão pela polícia, enquanto a multidão se dispersava. Testemunhas no local relataram momentos de pânico.

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"Corri freneticamente e aí, uns dez segundos depois, houve um barulho muito forte, e meu filho começou a chorar. Fiquei paralisada, meu coração ainda está batendo muito rápido", disse uma mulher à NHK.

"Alguém gritou 'para o culpado!' ou 'jogaram uma bomba', e todo o mundo começou a correr", disse um homem à mesma rede.

Assassinato de Abe

"É lamentável que algo assim tenha ocorrido no meio de uma campanha eleitoral que é o fundamento da democracia. É uma atrocidade imperdoável", declarou o chefe de estratégia eleitoral do partido da situação, Hiroshi Moriyama, à NHK.

A segurança nos comícios eleitorais do Japão pode ser relativamente frouxa, já que o país tem rígidas leis antiarmas e baixo índice de criminalidade. Mas a segurança em torno dos políticos foi reforçada após o assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe. Ele foi baleado durante um evento de campanha em julho de 2022.

Seu suposto assassino, Tetsuya Yamagami, disse ter atirado nele por seus vínculos com a Igreja da Unificação, uma seita com importantes conexões políticas. Sua mãe doou tanto dinheiro para a instituição que a família foi à falência.

Tanto o chefe da Agência Nacional de Polícia quanto o chefe da polícia local renunciaram após o homicídio e de uma investigação que revelou "deficiências" na segurança do ex-líder japonês.

O incidente em Wakayama coincide com a organização no Japão das cúpulas ministeriais do G7 em Sapporo (norte) e em Karuizawa, perto de Nagano (centro), antes da cúpula de líderes desse grupo em Hiroshima, em maio.

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