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Sem a presença de Elizabeth 2ª, cerimônia religiosa celebra os 70 anos de reinado da monarca

A rainha, de 96 anos, não compareceu ao evento ao lado de seus familiares devido a alguns problemas de saúde

Internacional|Do R7

Cerimônia religiosa celebra o Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2ª, em Londres
Cerimônia religiosa celebra o Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2ª, em Londres Cerimônia religiosa celebra o Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2ª, em Londres

Uma cerimônia religiosa foi realizada na Catedral de São Paulo, em Londres, nesta sexta-feira (3), como parte das celebrações do Jubileu de Platina da rainha Elizabeth 2.

Aclamada por uma enorme multidão nesta quinta-feira (2), data que marcou seus 70 anos de reinado, a monarca não compareceu à cerimônia devido a alguns problemas de saúde.

"A rainha apreciou muito o desfile de aniversário e o desfile aéreo, mas sentiu algum desconforto", disse o Palácio de Buckingham em comunicado. "Dadas as viagens e atividades necessárias para a cerimônia na Catedral de São Paulo, Sua Majestade concluiu relutantemente que não participará [desse evento]", acrescentou.

O anúncio reacendeu as preocupações com a deterioração da saúde da rainha de 96 anos, que tem dificuldade para andar e cujas aparições oficiais se tornaram cada vez mais raras desde que, em outubro, ela passou uma noite no hospital.

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O príncipe Andrew, de 62 anos, o terceiro filho da rainha, está afastado da vida pública devido a acusações de agressão sexual. Ele também não compareceu à celebração porque testou positivo para a Covid-19.

Já o príncipe Harry, de 37 anos, e sua mulher, a ex-atriz americana Meghan Markle, viajaram para Londres para participar das festividades, e estavam presentes no evento desta manhã. Nesta quinta-feira, entretanto, não se reuniram com o restante da família real. 

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Na ocasião, vestida de casaco azul e chapéu, Elizabeth 2ª apareceu na varanda do Palácio de Buckingham sorrindo, de pé, ao lado de seu primo, o duque de Kent, coronel da Guarda Escocesa, enquanto 1.500 soldados, com bandas musicais e centenas de cavalos, se apresentaram no tradicional "Desfile da Bandeira".

Apesar do anúncio de sua ausência na cerimônia religiosa, a monarca participou na noite de quinta-feira da iluminação remota de uma enorme escultura, em frente ao Palácio de Buckingham, que representa uma árvore de 21 m de altura.

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Ao mesmo tempo, mais de 3.000 sinais luminosos foram acesos em todo o Reino Unido, incluindo o palácio e o Castelo de Windsor, a 40 km de Londres, onde a monarca mora.

O "Desfile da Bandeira", organizado anualmente há 250 anos para comemorar o aniversário oficial do monarca britânico – mas cancelado em 2020 e 2021 devido à pandemia de coronavírus –, coincidiu neste ano com o início dos quatro dias de comemorações dos 70 anos de reinado de Elizabeth 2ª.

Centenas de milhares de pessoas lotaram os arredores do Palácio de Buckingham, isoladas por barreiras de metal e guardadas por policiais paramentados com seu tradicional capacete abobadado.

As bandeiras britânicas eram onipresentes, oferecidas por vendedores ambulantes ou estampadas em flâmulas, balões, jaquetas ou bonés usados ​​pela multidão, em contraste com os trajes matinais e cartolas usados ​​pelos convidados na cerimônia oficial.

"Esta rainha é odiada ou amada, mas no fundo ela é um símbolo que une a sociedade", disse à AFP a mexicana Ana Ruiz, médica de 27 anos que mora em Londres.

Salvas de canhão e sinais luminosos

Até recentemente, a rainha Elizabeth 2ª saudava as tropas a cavalo. Neste ano, porém, por causa de seus problemas de mobilidade, foi substituída pelo seu herdeiro, o príncipe Charles, que aos 73 anos assume o cargo em uma transição progressiva que levanta dúvidas em razão de sua menor popularidade em um momento em que a monarquia é criticada, principalmente nas ex-colônias, devido ao passado escravocrata do Império Britânico.

Na esplanada central do "Horse Guards Parade", perto de Downing Street, Charles inspecionou as tropas em nome da rainha, acompanhado pelo filho William, 39, e pela irmã Anne, 71. Estavam vestidos com farda de gala e os dois homens usavam a tradicional touca de cabelo de urso preto da guarda real.

Outros membros da família real, entre eles a esposa de Charles e a de William, Camilla e Catherine, de 74 e 40 anos, respectivamente, chegaram em carruagens para testemunhar o desfile, que desceu o The Mall até o Palácio de Buckingham.

O evento terminou com cerca de 70 aviões da força aérea, incluindo a patrulha acrobática Red Arrows, sobrevoando o palácio e uma segunda aparição da rainha para cumprimentar a multidão. Ela foi acompanhada por membros importantes da família real, como os três filhos pequenos de William e Catherine. 

Os tiros de canhão ressoaram em Londres e em todo o Reino Unido.

André, Harry e Meghan

Evitando polêmica em evento que busca melhorar a imagem da monarquia, o príncipe André, 62 anos, o terceiro filho da rainha, afastado da vida pública devido a acusações de agressão sexual contra um menor nos Estados Unidos, não apareceu na sacada. Ele também estará ausente da missa nesta sexta-feira por ter contraído Covid-19.

Tampouco estarão presentes o príncipe Harry, de 37 anos, e sua esposa, a ex-atriz americana Meghan Markle, que causaram um terremoto na monarquia em 2020, quando decidiram ir morar na Califórnia, de onde criticaram a família real.

Eles viajaram para Londres para participar das festividades, mas nesta quinta-feira ficaram longe das câmeras de televisão.

As comemorações do jubileu continuam.

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