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Ucrânia diz que deixará negociações se houver referendo russo em Kherson

O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, afirmou durante entrevista coletiva neste sábado (23) que a realização de um referendo 'impede definitivamente o fim da guerra'

Internacional|

Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia
Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia Volodimir Zelenski, presidente da Ucrânia

A Ucrânia abandonará as negociações de paz caso a Rússia realize um referendo em Kherson e as tropas russas acabem com os defensores da cidade sitiada de Mariupol, no sudeste do país, garantiu neste sábado (23) o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

"Se eles destruírem nosso povo em Mariupol, se um pseudorreferendo for proclamado em novas pseudorrepúblicas, a Ucrânia se retirará de qualquer processo de negociação", disse Zelenski em entrevista coletiva, citada pela agência de notícias Unian.

Zelenski acrescentou que os ucranianos que ainda estão nos territórios ocupados devem ficar alertas, não ajudar os ocupantes que aparecem em sua casa e não fornecer nenhuma informação.

Sobre o referendo, considerou que "ele impede definitivamente o fim da guerra pelos canais diplomáticos", e se trata "definitivamente de um passo errado por parte da Rússia", evidenciando que ”tudo o que aconteceu até este momento, todas estas sessões da diplomacia em grupos são uma ficção e um teatro político com atores muito ruins".

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Os invasores russos têm a intenção de realizar um referendo sobre a criação de uma pró-Rússia "República Popular de Kherson”, inicialmente previsto para um dia entre 1º e 10 de maio, mas que depois teve a data modificada, podendo inclusive ser antecipado para 27 de abril.

Cerca de 40% dos moradores de Kherson já deixaram a cidade desde o início da invasão russa, no último dia 24 de fevereiro.

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