Internacional Ucranianos se dizem 'felizes' pela rebelião dos milicianos russos

Ucranianos se dizem 'felizes' pela rebelião dos milicianos russos

Habitantes de Kiev acreditam que esse motim enfraquecerá as tropas russas e favorecerá a contra-ofensiva

AFP
Resumindo a Notícia
  • Ucranianos dizem sentir-se 'muito felizes' com a rebelião da milícia russa Wagner.

  • Eles acreditam que esse motim enfraquecerá as tropas russas e favorecerá a contra-ofensiva.

  • Habitantes de Kiev confiam que o ocorrido vai afetar os combates.

  • A região de Bakhmut era dominada pelo grupo Wagner.

Menino abraça um membro do grupo Wagner em Rostov-on-Don, neste sábado (24)

Menino abraça um membro do grupo Wagner em Rostov-on-Don, neste sábado (24)

Denis Romanov / AFP - 24.06.2023

Os habitantes de Kiev dizem sentir-se "muito felizes" com a rebelião da milícia russa Wagner e confiam que este motim enfraquecerá as tropas russas e favorecerá a contra-ofensiva para recuperar os territórios perdidos desde o início da guerra.

"Eu esperava algo, mas não tão rápido e não aqui. Achei que tudo começaria depois do fim da guerra, mas começou antes, e é uma coisa muito boa", disse Ilya Tsvirkoun, 21, entrevistado pela AFP no centro da capital.

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O presidente russo, Vladimir Putin, "terá que retirar algumas tropas porque precisará de ajuda lá, e, de repente, será mais fácil" para as forças ucranianas, estima o jovem.

As tropas de Kiev iniciaram uma ofensiva no sul e no leste do país no início de junho para libertar os territórios ocupados pela Rússia.

Outro morador de Kiev, Bogdan Teodorovski, de 19 anos, acha "muito divertido" que o chefe da milícia Wagner, Yevgeny Prigozhin, tenha se rebelado contra as tropas regulares russas.

"Tudo o que temos a fazer é assistir à batalha entre o Exército russo e o grupo Wagner. Espero que eles nos deixem em paz e lutem entre si", disse à AFP.

Maria, de 22 anos, primeiro pensou "que era uma espécie de acordo entre o Ministério da Defesa [da Rússia] e o Wagner, para desviar a atenção de nossa contra-ofensiva e reforçar suas tropas", explica.

Incidência nos combates

Ela também acredita que “isso vai afetar os combates, porque sabemos que a região de Bakhmut era dominada pelo Wagner e era considerada perigosa para nossas tropas."

A batalha continua em torno de Bakhmut, cidade no leste do país cuja tomada foi reivindicada em 20 de maio pelos homens do grupo Wagner, ao preço de inúmeras perdas em ambos os campos, após dez meses de luta.

Desde então, os paramilitares se retiraram da área, substituídos pelo Exército regular russo, o que deu aos ucranianos a oportunidade de atacar os flancos da cidade.

"As tropas do Wagner começaram sua ofensiva e vão chegar a Moscou", prevê Mikhailo, 50, dizendo a si mesmo que está "muito feliz por isso ter acontecido".

"Acho que nossas Forças Armadas têm todas as chances de vencer. Acho que a rebelião do Wagner vai enfraquecer as tropas russas e as forças políticas internas da Rússia. É fantástico", acrescenta.

Olga, de 45 anos, espera que o conflito entre o grupo Wagner e o Exército russo "ponha fim a esta guerra, à nossa miséria e ao nosso sofrimento".

Na noite de sexta-feira (23) para sábado (24), três pessoas morreram e 11 ficaram feridas na capital ucraniana durante uma nova onda de ataques aéreos russos contra vários alvos em todo o país.

Veja fotos do motim do grupo paramilitar Wagner contra o Exército russo

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