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Zelensky recebe nova ajuda militar e apoio diplomático no G7

Presidente ucraniano chegou a Hiroshima no sábado (20), onde se reuniu com os líderes das sete economias mais industrializadas

Internacional|

Zelensky ainda não confirmou encontro com Lula
Zelensky ainda não confirmou encontro com Lula Zelensky ainda não confirmou encontro com Lula

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, obteve neste domingo (21) novas promessas de entrega de equipamentos militares, além do apoio diplomático "inabalável" dos países do G7 em Hiroshima, no Japão, após a Rússia reivindicar a tomada da cidade de Bakhmut, no leste da Ucrânia).

O chefe de Estado ucraniano chegou a Hiroshima no sábado (20), onde se reuniu com os líderes das sete economias mais industrializadas (EUA, Canadá, Japão, França, Reino Unido, Alemanha e Itália), além de outros convidados da cúpula.

Logo após sua chegada, Moscou afirmou ter capturado Bakhmut, cenário da batalha mais longa e sangrenta desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.

"Eles devem entender que não há mais nada", Zelensky respondeu a uma pergunta sobre Bakhmut na cúpula, parecendo confirmar a queda da cidade.

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No entanto, o porta-voz do presidente, Sergei Nykyforov, foi rápido em esclarecer suas palavras. "O presidente negou a queda de Bakhmut", disse ele no Facebook.

No domingo, o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu a Kiev novas remessas de armas, munições e veículos blindados no valor de cerca de US$ 375 milhões, dias depois de permitir que seus aliados fornecessem caças F-16 para a Ucrânia.

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A presença de Zelenski em Hiroshima, cidade que foi vítima do primeiro bombardeio atômico da história em 1945 e hoje símbolo mundial da paz, colocou a invasão russa da Ucrânia no centro dos debates do G7, ofuscando outras questões como as relações com a China.

Com este convite "mostramos a solidariedade inabalável do G7 com a Ucrânia", disse o primeiro-ministro japonês Fumio Kishida, anfitrião da cúpula.

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Zelenski se aproximou do memorial para as vítimas da bomba atômica em Hiroshima no domingo, onde colocou um buquê de flores.

Depois do Modi, Lula?

No sábado, Zelensky se reuniu com os aliados europeus do G7 e com os líderes japoneses e canadenses, mas também com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, que declarou que a Índia fará "todo o possível" para resolver o conflito.

O líder ucraniano celebrou esta promessa, procurando angariar apoio para um plano de paz de dez pontos, centrado na exigência da retirada da Rússia do território ucraniano.

"A Rússia deve retirar suas tropas", repetiu o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, no domingo, alertando que "a Rússia não deve apostar que, se resistir por tempo suficiente, o apoio à Ucrânia acabará enfraquecendo".

Zelensky também pode se encontrar no domingo com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que até agora tem sido muito relutante em condenar a invasão russa. No mês passado, ele declarou que os Estados Unidos devem parar de "fomentar a guerra" na Ucrânia.

A presença do presidente ucraniano no G7 é "uma forma de construir a paz", disse o presidente francês, Emmanuel Macron, no domingo.

Reunião com Biden

O líder ucraniano também conversou no domingo com seu colega americano, Joe Biden, que confirmou na sexta-feira que permitirá que outros países forneçam a Kiev caças F-16, há muito reivindicados pela Ucrânia. Uma decisão "histórica", comemorou Zelenski.

Washington também apoiará uma iniciativa de seus aliados para treinar pilotos ucranianos em F-16. Durante os longos meses de treinamento, os ocidentais decidirão o cronograma de entrega dos aviões, sua quantidade e os países que os fornecerão.

A Casa Branca garantiu, no entanto, que a doutrina norte-americana "não mudou" e que, com sua ajuda militar, "os Estados Unidos não facilitam e não apoiam ataques ao território russo".

O chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, acusou os dirigentes do G7 de quererem “conter” tanto a Rússia como a China, após a publicação do comunicado final do G7 no sábado.

Pequim também manifestou o seu "forte descontentamento" com o comunicado, no qual os sete membros do G7 e a União Europeia lhe dedicaram uma série de censuras, indicando ao mesmo tempo que deseja "relações construtivas e estáveis" com a China.

Os líderes do G7 exortaram o gigante asiático a "pressionar" a Rússia a parar a "agressão" contra a Ucrânia

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