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Juíza converte em preventiva prisão de cinco acusados de atear fogo em homem em BH

Vítima está internada em estado grave com traumatismo craniano e queimaduras de terceiro grau

Minas Gerais|Arnon Gonçalves*, do R7

Acusados amordaçaram vítima no carrinho e atearam fogo
Acusados amordaçaram vítima no carrinho e atearam fogo Acusados amordaçaram vítima no carrinho e atearam fogo

As cinco pessoas acusadas de envolvimento no caso do homem que foi queimado vivo dentro de um carrinho de supermercado, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva, nesta quinta-feira (31). O crime aconteceu na última terça-feira (29), no bairro Pirajá, em Belo Horizonte.

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A vítima foi encontrada amordaçada dentro de um carrinho de supermercado e levada, ainda com vida, para um hospital da capital mineira. Segundo o Boletim de Ocorrência, o homem se encontra em estado grave, com traumatismo craniano, por conta da tortura que teria sofrido antes de ser queimado, além de queimaduras de terceiro grau no rosto, tórax e perna.

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A decisão de converter a prisão dos cinco acusados em preventiva foi da juíza Juliana Miranda Pagano, da Central de Flagrantes de Belo Horizonte. “Houve violência real e direta contra a vítima, que foi espancada e torturada dentro do imóvel de uma das acusadas, e, logo em seguida, amordaçada, amarrada em um carrinho de supermercado e ainda teve o corpo ateado fogo", justificou Juliana Pagano.

Relembre o caso

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Um homem, de 43 anos, foi amarrado e queimado vivo em um carrinho de supermercado, no bairro Pirajá, na região nordeste de Belo Horizonte, na manhã da última terça-feira (29). A vítima foi resgatada e encaminhada, ainda com vida, para um hospital da capital mineira. 

Segundo a Polícia Militar, um morador do bairro viu o carrinho de supermercado pegando fogo e se aproximou para olhar a cena. Foi quando percebeu que havia uma pessoa se mexendo, dentro do fogo. Ele então acionou uma companhia da polícia próxima ao local.

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Quando os militares chegaram, os moradores já haviam se juntado e jogado água para apagar as chamas que estavam sobre o corpo do homem, dentro do carrinho. De acordo com o subtenente Cleonardo Soares, com as chamas apagadas, foi possível ver que havia muito lixo sobre o homem e que ele estava amordaçado, com as mãos e os pés amarrados.

Uma equipe médica foi acionada e encaminhou o homem para um hospital, onde ele foi entubado.

Motivação do crime

A Polícia Militar recebeu informações de que a vítima havia pegado drogas para vender das mãos de uma traficante do bairro. No entanto, quando ele foi preso em flagrante pela venda, as drogas foram apreendidas.

Revoltada com a perda do material, a traficante teria ordenado a membros da quadrilha que ela lidera que dessem uma surra no homem. Após as agressões, e pensando que ele já estivesse morto, os comparsas da mulher teriam colocado ele no carrinho, jogado lixo por cima, levado até a rua do bairro Pirajá e ateado fogo.

*Estagiário sob supervisão de Maria Luiza Reis 

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