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Menina com síndrome de Down é impedida de brincar sozinha em parquinho de shopping

Família da criança registrou um boletim de ocorrência alegando discriminação; polícia vai investigar o caso ocorrido em Betim (MG)

Minas Gerais|Shirley Barroso, da Record TV Minas

Uma família denuncia que a filha, uma menina de 5 anos com síndrome de Down, foi impedida de brincar sozinha no parquinho de um shopping de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, no último sábado (25). A Polícia Civil abriu um inquérito para apurar se houve discriminação no caso.

Menina ficou olhando brinquedos ao ser barrada
Menina ficou olhando brinquedos ao ser barrada Menina ficou olhando brinquedos ao ser barrada

O espaço infantil tem um pequeno carrossel, escorregador e piscinas de bolinhas.

A dona de casa Meiriele de Souza Rocha fotografou a filha na porta do parquinho após ser barrada na entrada.

"Eu tirei a foto para mostrar a fachada da loja e a minha indignação, para que outras mães não levassem os filhos lá. Aquilo acabou com a gente", conta.

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"Ela [a atendente] me falou que haviam criado essa regra relacionada a autistas e crianças com síndrome de Down pela segurança das crianças", relata a mãe que classificou o caso como discriminatório.

Inconformados com a atitude da funcionária do parque, Meiriele e o marido registraram um boletim de ocorrência.

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Procurada, a administração do shopping informou que repudia atitudes discriminatórias e que o fato ocorrido no parquinho está sendo apurado para que "medidas cabíveis sejam tomadas". A Malls Parques, responsável pelo centro de brinquedos, informou que não vai se manifestar até que o caso seja totalmente esclarecido pelas autoridades.

Especialista

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Gabriel Rodrigues, psicólogo do Instituto Mano Down, avalia que esse tipo de situação reforça a necessidade em se falar mais de inclusão e de deficiência.

"É claro que nem todo mundo conviveu com pessoas com síndrome de down e deficiência. Para estas pessoas, a chave é conviver com a diferença. A inclusão parte do princípio de viver com. A forma correta é sempre receber e incluir as pessoas", disse.

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