Minas Gerais MP denuncia dona de abrigo por tortura e maus-tratos em Minas

MP denuncia dona de abrigo por tortura e maus-tratos em Minas

Relatório indica idosos e pessoas com problemas psiquiátricos entre as vítimas; abrigo fica em Taquaraçu de Minas, na região metropolitana de BH

  • Minas Gerais | Pablo Nascimento, do R7

Abrigo fica na Grande BH

Abrigo fica na Grande BH

Reprodução / Record Minas

O MPMG (Ministério Público de Minas Gerais) denunciou, nesta quarta-feira (14), a dona de um abrigo em Taquaraçu de Minas, na Grande BH, por maus-tratos e tortura.

O Centro de Convivência Sol Nascente foi fechado pela Justiça em agosto deste ano, após o início das investigações.

Segundo o MP, dois internos com dependência química, que teriam ajudado a agredir um homem de 51 anos, também foram denunciados por tortura.

A denúncia se baseou em nove episódios de tortura, supostamente ocorridos entre maio e junho de 2020. Entre eles estão relatos de:

   • Idosa com problema com problemas psiquiátricos agredida com tapas e impedida de deitar na cama durante o dia pela dona do abrigo;

   • Idosos de 80 e 85 anos, com Alzheimer e Parkinson, amarrados na cama durante à noite, sem supervisão dos cuidadores e com fraudas e roupas de cama sujas;

    • Interno de 30 anos, dependente químico, golpeado nas costas com cabo de rodo pela dona do abrigo enquanto auxiliava em banho de outros abrigados;
   
    • Idoso de 74 anos, com Alzheimer, atingido com tapas no rosto e com um andador pela dona do abrigo;
   
    • Idosos de 91 anos diagnosticado com tumor na área do ouvido que teve parte da orelha cortada pela dona do abrigo na hora de limpar ferimentos. A mulher ainda teria usado água sanitária para tentar higienizar o ferimento que não havia sido tratado com os devidos cuidados.

Segundo o Ministério Público, o companheiro da dona do abrigo também já foi denunciado por maus-tratos na instituição. Ele foi proibido de frequentar o local, mas a medida protetiva teria sido desobedecida, segundo o órgão.

Ainda de acordo com a promotoria, na época, o abrigo também foi impedido de receber pessoas menos de 60 anos, com sofrimentos mentais ou dependência química. A reportagem tenta contato com a defesa da denunciada.

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