Minas Gerais Polícia indicia diretor de shopping popular de BH por assédio sexual

Polícia indicia diretor de shopping popular de BH por assédio sexual

Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Sexuais segue investigando outras denúncias contra o funcionário

  • Minas Gerais | Ricardo Vasconcelos, da Record TV Minas, e Pablo Nascimento, do R7

Shopping diz que diretor é inocente

Shopping diz que diretor é inocente

Reprodução / Google Street View

A Polícia Civil indiciou, nesta sexta-feira (24), o diretor de um shopping popular de Belo Horizonte por assédio e importunação sexual. A corporação recebeu denúncias de sete mulheres contra Luiz Artur Brandão.

De acordo com a corporação, outros dois inquéritos contra o gestor foram arquivados por prescrição, sendo um deles por "ausência de indícios mínimos de autoria".

"Ele segue sendo investigado em outros dois procedimentos em curso na Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Sexuais", concluiu a corporação em nota.

A notícia do indiciamento trouxe esperança para as vítimas de ver a justiça sendo feita, segundo explica a advogada Isabela Cardoso, que representa duas ex-funcionárias do shopping. "Elas precisaram romper preconceitos dentro de casa para denunciar o sofrimento que viveram. Ficaram abaladas, injustiçadas", afirmou.

Segundo a defensora, inicialmente, a Polícia Civil havia emitido um parecer pelo não indiciamento, dando conta que não haviam provas robustas e vítimas. "Pelo contrário, eram várias mulheres. Como advogada, estive com muitas delas, que enfrentaram os assédios. Levei tudo para o Ministério Público, que não aceitou o despacho inicial e solicitou a devolução do processo para delegacia para quem fossem feitas novas diligências", explicou.

Defesa

Mário Valadares, proprietário do Shopping Oiapoque, respondeu a reportagem em nome do funcionario. O empresário disse que o diretor do centro de compras é inocente e que a defesa acredita que o Ministério Público vai arquivar os indiciamentos.

"Uma das testemunhas tem uma ação trabalhista contra o shopping. Ela foi demitida por assédio sexual. Em forma de retaliação, ela entrou com representação na Delegacia de Mulheres contra o nosso diretor, que não tem histórico criminal. Ela acabou estimulando outras funcionárias que também agiram assim como forma de retaliação, provavelmente, pela gestão austera do Luiz", declarou.

Luiz Artur Brandão chegou a se afastar do cargo durante as investigações que se iniciaram em setembro de 2021, mas ele já retonou ao posto.

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