Minas Gerais Polícia indicia motorista de BMW que atropelou e matou mulher

Polícia indicia motorista de BMW que atropelou e matou mulher

Homem fugiu sem prestar socorro e ainda teria tentado descaracterizar o carro antes de se entregar à polícia, em 2020

  • Minas Gerais | Lucas Pavanelli, do R7

Reprodução

Um homem de 41 anos foi indiciado pela Polícia Civil, nesta quinta-feira (27), depois de ter atropelado e matado uma mulher, de 47 anos de idade, na avenida Raja Gabaglia, região Centro-Sul de Belo Horizonte. 

O motorista, que dirigia uma BMW X1, pode ter que responder, na Justiça, por homicídio culposo na direção de veículo, deixar de prestar socorro e por fraude processual.

As investigações, coordenadas pelo delegado Wagner Sales, da Divisão Especializada de Prevenção e Investigação de Crimes de Trânsito, mostraram que, depois de fugir do local do acidente, o motorista tentou descaracterizar o veículo.

Dois dias após o atropelamento, a Polícia Civil encontrou o carro estacionado ao lado de uma oficina de lanternagem, no bairro Buritis, na região Oeste de Belo Horizonte.

No dia seguinte a este fato, o motorista se apresentou a uma delegacia e explicou, ao delegado Rodrigo Fagundes que não sabia que havia atropleado uma pessoa. No entanto, testemunhas disseram, em depoimento, que tentaram avisar o homem para que ele voltasse ao local do acidente, o que não ocorreu. 

— Ele foi embora e deixou a vítima à própria sorte. Infelizmente, essa não é a primeira vez que testemunhamos algo semelhante. A palavra de ordem é empatia, nos colocarmos no lugar do outro. É bom lembrar que ela tinha dois filhos adolescentes que, com certeza, estão sofrendo até hoje essa perda irreparável.

Com a conclusão do inquérito policial, agora, cabe à Justiça analisar o caso. Ao final, o motorista pode ser preso por até sete anos, somando as penas por homicídio culposo - que pode ser acrescentado por ter deixado de prestar socorro à vítima -, além de fraude processual. 

Relembre o caso

O caso ocorreu na noite do sábado 11 de janeiro de 2020. Jerusa de Alencar Viana abriu a porta do carro, que estava estacionado na avenida Raja Gabaglia, quando foi atropelada pelo motorista da BMW X1. Ela estava acompanhada do noivo, João Marcos Bandeira, de 50 anos. Os dois iriam a um supermercado, quando Jerusa foi atingida. Ela era gerente de uma indústria farmacêutica e tinha dois filhos adolecentes. 

Segundo a polícia, duas testemunhas que estavam alguns quarteirões abaixo do local do crime, cerca de 1 km de distância, perceberam a BMW em alta velocidade e fazendo manobras arriscadas e conversões proibidas. Ambos disseram que também quase foram atropelados pelo veículo. 

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