Minas Gerais Polícia não identifica erro em atendimento a mulher que morreu após endoscopia em BH

Polícia não identifica erro em atendimento a mulher que morreu após endoscopia em BH

Apuração entendeu que a clínica tomou todas as providências necessárias; investigadores não fizeram indiciamento 

  • Minas Gerais | João Pedro Gruppi, da Record TV Minas com Lucas Eugênio*, do R7

PC conclui inquérito sobre morte de mulher durante endoscopia

PC conclui inquérito sobre morte de mulher durante endoscopia

Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu que não houve erro durante o atendimento à mulher que morreu durante um procedimento de endoscopia em uma clínica de Belo Horizonte.

O caso aconteceu no dia 18 de julho deste ano. O resultado da investigação foi divulgado nesta sexta-feira (2). Não houve indiciamento.

Segundo as apurações, foram realizados exames periciais e análise de documentos e prontuários médicos, além de depoimento dos investigados e de testemunhas. Ao fim dos levantamentos, a polícia entendeu que os investigados tomaram todas as providências necessárias e não encontrou indícios de crime praticado pela clínica.

De acordo com a família, Cleonice Ribeiro da Silva Soares, de 49 anos, sentia dores no estômago e passou por um exame de endoscopia em julho deste ano. Mas ela não resistiu ao procedimento e morreu.

O laudo mostrou que Cleonice apresentou dificuldade de respiração. Os médicos atenderam a paciente e tiraram a sedação, mas a medição não fez efeito. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou em 15 minutos e tentou reanimar a mulher, que não resistiu ao procedimento. 

“Os parentes questionaram a morte da senhora, principalmente pelo fato de não ter constado na ficha de anamnese as doenças cardíacas que ela possuía, bem como a medicação de que fazia uso diário. Sobre essa questão, em interrogatório, uma profissional da equipe médica afirmou que a paciente não chegou a informar toda a situação durante o preenchimento do questionário”, indica trecho do relatório da investigação.

A paciente utilizava cardiodesfibrilador, um dispositivo parecido com o marca-passo, utilizado por quem precisa manter os batimentos cardíacos regulares. Para a polícia, a clínica disse que a paciente não informou sobre o equipamento. O inquérito foi enviado à justiça, que decidirá sobre o arquivamento do caso.

Relembre o ocorrido:

Estagiário sob supervisão de Pablo Nascimento

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