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Presidente da Ucrânia quer que jovens americanos lutem até a morte por seu país?

Influenciadores conservadores dos EUA interpretaram erroneamente a fala de Zelenski e espalharam mentiras nas redes

MonitoR7|Larissa Crippa*, do R7

Fala de presidente foi tirada de contexto, e postagem sensacionalista foi vista mais de 7,5 milhões de vezes
Fala de presidente foi tirada de contexto, e postagem sensacionalista foi vista mais de 7,5 milhões de vezes Fala de presidente foi tirada de contexto, e postagem sensacionalista foi vista mais de 7,5 milhões de vezes

O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, deu uma entrevista ao jornal The Telegraph na qual falou sobre os riscos que os americanos poderiam correr no cenário da guerra. Um trecho de 19 segundos da fala do líder ucraniano foi tirada do contexto, causou histeria e viralizou nas redes sociais.

Influenciadores conhecidos entre os americanos compartilharam o corte do vídeo no Twitter, no qual Zelenski fala que os EUA também terão que enviar seus filhos e filhas para a guerra e que eles terão que lutar e morrer. A postagem foi vista mais de 7,5 milhões de vezes.

Não demorou muito para que o conteúdo começasse a ser compartilhado em diversas redes, em tom de revolta e com comentários odiosos.

"Quer que nossos jovens morram por vocês? Agora com certeza eu vou ficar do lado de Putin", comentou um usuário.

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"Esse homem quer forçar o apoio de nossas tropas!", disse outro.

O que a maioria não entendeu é que o presidente estava, na realidade, temendo que os americanos entrassem em guerra, assim como os jovens de seu país tiveram que fazer. Na fala completa, é possível ver que Zelenski não estava incitando nem solicitando o envio de tropas americanas.

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Eis o trecho o completo da fala:

"Se a guerra não for resolvida, a Rússia começará a ir atrás dos países da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]. Então, os Estados Unidos enviarão seus filhos e filhas da mesma forma que hoje estamos enviando os nossos. E eles lutarão. Eles lutarão porque são da Otan e morrerão, Deus me livre, porque isso é luto, dor terrível. Desejo aos Estados Unidos da América apenas paz e agradeço o apoio à Ucrânia."

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O presidente americano, Joe Biden, afirmou que não enviará forças americanas à Ucrânia, mas ainda assim apoiará o país de outras formas e vai "defender cada centímetro da Otan", em suas palavras.

A Otan é uma aliança formada por 12 nações que oferece vários tipos de suporte aos países-membros, quando necessário. Assim, um ataque a alguma nação que faz parte da coalisão desencadearia um conflito de larga escala.

Nem a Rússia nem a Ucrânia fazem parte do pacto, mas a organização declarou apoio ao país de Zelenski, o que poderia motivar ataques futuros de Putin.

Colírio da guerra: guarda-costas de Volodmir Zelenski arranca suspiros nas redes sociais

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