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Augusto Nunes
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A aliança entre o jornalismo de velório e o vírus chinês

O noticiário sobre a pandemia só abre a porta para números que agravem o medo epidêmico

Augusto Nunes|Do R7 e Augusto Nunes

Repórteres funerários não admitem a existência de meio milhão de recuperados
Repórteres funerários não admitem a existência de meio milhão de recuperados Repórteres funerários não admitem a existência de meio milhão de recuperados

O jornalismo de velório festejou a ultrapassagem nesta sexta-feira, da marca de 1 milhão de casos de coronavírus no Brasil. Felizes com a notícia, os editores esqueceram de relacionar o número de contaminações com a população do país, como recomendam instituições científicas sérias. O cálculo correto informa que o país registra 4.887 casos confirmados por milhão de habitantes. Essas cifras mantêm o Brasil distante do ranking das 10 nações com maior número de infectados.

Essa distância seria significativamente ampliada se os repórteres funerários admitissem a existência de meio milhão de recuperados. Nesta sexta-feira, passaram de 570 mil os que se livraram do vírus chinês. Como os que se curaram já não podem ser novamente infectados nem contaminar ninguém, deveriam ser excluídos do total de casos confirmados. Assim, os brasileiros ainda em tratamento são pouco mais de 500 mil.

Essas verdades estão proibidas de entrar no espaço reservado à cobertura da pandemia. Ali, só há lugar para notícias que agravem a epidemia de medo.

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