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Demora na reforma ministerial encolhe autoridade e desgasta titulares

Mudanças sofrem novo adiamento e titulares são expostos ao "efeito fritura". Lula viaja à Índia na quinta

Christina Lemos|Do R7

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva: mudanças na equipe podem ficar para depois da ida ao G20
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva: mudanças na equipe podem ficar para depois da ida ao G20 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva: mudanças na equipe podem ficar para depois da ida ao G20

A reforma ministerial prometida há cerca de dois meses pelo presidente Lula para agregar partidos do centrão ao governo enfrenta novo adiamento e expõe a desgaste titulares das pastas cotados para troca de cadeiras. A demora sujeita auxiliares a uma espécia de prolongado "efeito fritura". É o caso dos ministros Wellington Dias (PT), do Desenvolvimento Social, e Márcio França (PSB), de Portos e Aeroportos — o primeiro deve entregar parte das ações sociais para contemplar o PP; e o segundo pode trocar de pasta para abrir vaga para o Republicanos.

Lula decola para a reunião do G20, na Índia, nesta quinta-feira, depois do desfile do Sete de Setembro — encurtado este ano —, e permanece fora do país até o dia 10. Auxiliares do presidente estão descrentes de anúncios relevantes até lá. Colaboraram para o atraso mudanças na indicação para o comando da CEF, que deve ser ocupado por um afilhado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP/AL). Voltou a ser cotado para o posto Gilberto Occhi, que é servidor de carreira e já presidiu a instituição.

O desgaste de Wellington Dias persiste, apesar de reiteradas manifestações do presidente em apoio ao ministro. Para prestigiá-lo, Lula compareceu ao lançamento do plano federal que pretende tirar o Brasil do mapa da fome, que ocorreu em Teresina, capital do estado de Dias. Na ocasião, a assessoria anunciou que o evento e as declarações de Lula encerrariam “a novela mexicana” que se tornou a esperada divisão da pasta.

Márcio França, na condição de cotado para deixar Portos e Aeroportos, tenta iniciar o debate, nesta segunda, sobre o que fazer com o aeroporto de Viracopos, por exemplo. Grupos empresariais defendem nova licitação, em função de descumprimento de obrigações contratuais, já que a atual concessionária, Brasil Viracopos, entrou em recuperação judicial. França estaria disposto a assumir a vaga de Ciência e Tecnologia, hoje sob o comando de Luciana Santos, do PCdoB.

A questão é delicada porque Lula não deseja melindrar aliados do partido da ministra nem arcar com o desgaste de deslocar uma representante das mulheres no primeiro escalão sem que lhe seja oferecida uma compensação à altura.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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