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Dino no STF: oposição terá tropa de choque contra ministro na CCJ

Sabatina no Senado é desafio político para titular da Justiça, cuja indicação ao Supremo é dada como certa

Christina Lemos|Christina Lemos e Christina Lemos

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino: à espera de Lula, que deve fazer escolha "casada" para STF, PGR e ministério
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino: à espera de Lula, que deve fazer escolha "casada" para STF, PGR e ministério O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino: à espera de Lula, que deve fazer escolha "casada" para STF, PGR e ministério

No primeiro dia de recuperação do presidente Lula após uma cirurgia ortopédica, as questões políticas ainda estão na agenda do petista, incluindo a indicação de Flávio Dino (PSB/MA) para a vaga de Rosa Weber no Supremo Tribunal Federal.

O ministro da Justiça, que é um dos principais quadros políticos do governo, também é visto como um dos mais combativos no debate com a oposição. Portanto, ele enfrentará uma poderosa tropa de choque contrária quando passar pelo processo de admissão no Senado, que inclui uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e aprovação pelo plenário da Casa.

Na oposição, membros titulares da CCJ já estão antecipando seus votos e fazendo ironias sobre a possibilidade de Flávio Dino visitar gabinetes em busca de apoio, caso sua indicação por Lula seja confirmada.

Entre os senadores que compõem o primeiro grupo de opositores a Dino na CCJ estão Flávio Bolsonaro (PL/RJ), Sergio Moro (União/PR), Ciro Nogueira (PP/PI), Marcos do Val (Podemos/ES), Magno Malta (PL/ES), Marcos Rogério (PL/RO). Além disso, entre os suplentes estão Rogério Marinho (PL/RN) e Eduardo Girão (Novo/CE).

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Magno Malta afirma que já votará contra a indicação de Dino caso ele seja candidato ao Supremo. Ele também desafia Dino a enfrentar a sabatina na CCJ e visitar os gabinetes dos senadores para pedir apoio, ironizando a retórica de Dino sobre cumprir a Constituição.

Um embate adicional é esperado com Sergio Moro, senador e ex-juiz da Lava Jato, com quem Dino tem tido desentendimentos públicos. Moro, ex-ministro da Justiça, tem várias acusações e críticas direcionadas ao ministro do PSB.

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A principal preocupação dos aliados de Dino, caso ele passe por uma sabatina, é controlar seu estilo eloquente e seu conhecimento jurídico, pois ele é habilidoso tanto na oratória parlamentar quanto nas regras do Direito.

Líderes governistas e senadores aliados ao Planalto serão convocados para defender sua passagem pela comissão com o mínimo de prejuízo possível. Alguns desses senadores incluem Renan Calheiros (MDB/AL), Fabiano Contarato (PT/ES), Otto Alencar (PSD/BA), Eliziane Gama (PSD/MA) e outros.

As lideranças governistas estão aguardando a decisão de Lula, que planeja fazer escolhas em conjunto, indicando Dino para o Supremo após escolher seu eventual substituto na Justiça e também o novo procurador-geral da República na vaga aberta por Augusto Aras. Lula enfrenta pressão para indicar a primeira mulher negra para o STF, mas pode optar por atender a essa demanda em um dos dois cargos vagos.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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