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Christina Lemos - Blogs
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Em jantar hoje em SP, ex-tucano Alckmin testa guinada política

Ex-governador é uma das estrelas de evento que reunirá políticos e centenas de integrantes da nata intelectual paulista

Christina Lemos|Do R7

O ex-governador Geraldo Alckmin, ainda sem partido, avalia chances de chegar ao Planalto
O ex-governador Geraldo Alckmin, ainda sem partido, avalia chances de chegar ao Planalto O ex-governador Geraldo Alckmin, ainda sem partido, avalia chances de chegar ao Planalto

A noite promete ser longa num dos mais renomados restaurantes do elegante bairro dos Jardins, na capital paulista. A sequência de discursos inclui pelo menos dez nomes, mas somente depois de superada a fila para a entrada e o overbooking devido às mais de 400 pessoas que tentam participar do jantar organizado pelo grupo Prerrogativas. A ocasião pretende reunir pela primeira vez na pré-campanha algumas das peças-chave de 2022: Lula, Alckmin, Ciro, políticos de centro e esquerda, advogados, intelectuais, artistas e empresários progressistas.

Será o primeiro encontro público entre o ex-tucano e o petista desde que foi aventada a hipótese da formação de chapa entre ambos para as eleições presidenciais do ano que vem. O ex-governador acaba de deixar o PSDB, após mais de 30 anos de atuação destacada, numa iniciativa irreversível e que indica o desejo de guinada na própria trajetória política. A eventual formação de chapa ao lado de Lula ainda é tida como possibilidade a ser testada – por isso, a exposição pública de hoje é recebida como laboratório, perante um público considerado estratégico.

A ideia de união entre Alckmin e Lula é conveniente aos petistas, pois a decisão agregaria um caráter de aceitação pela ala mais progressista do establishment paulista à eventual chapa, numa repetição da estratégia que levou o então empresário José Alencar ao posto de vice-presidente de Lula, em 2002. De quebra, potencialmente, alavancaria Fernando Haddad ao posto de primeiro colocado na disputa pelo governo paulista, ao retirar Alckmin da concorrência pelo cargo.

Não faltam, porém, visões céticas ou críticas sobre essa cogitação, inclusive entre os participantes do jantar desta noite. “Comprei o convite faz tempo. Não imaginava que o jantar viraria isso... Mas vou comparecer mesmo assim”, diz um dos membros fundadores do Prerrogativas. “Espero que a gente consiga convergência pela democracia”, declara Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, que descartou convites a Moro, Doria e Bolsonaro – três nomes cuja candidatura ele considera “radioativa”.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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