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Funcionários relatam surpresa e tensão durante ação da PF na Câmara

"Manda ele reclamar com o Alexandre de Moraes", disse agente da PF, ao ver vídeo do deputado Carlos Jordy (PL/RJ), que protestou contra ação de busca e apreensão

Christina Lemos|Do R7

A ação de busca e apreensão contra o deputado Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, levou tensão aos gabinetes da Câmara dos Deputados em Brasília, logo nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira. “Os agentes chegaram por volta das 7h da manhã e foram direto à Advocacia Geral da Câmara”, relata servidor que acompanhou de perto a diligência determinada pelo ministro do Supremo Alexandre de Moraes, titular da operação Lesa Pátria, que apura os atos ocorridos em 8 de janeiro.

Os homens da PF estavam em busca de provas materiais da suposta atuação do deputado Jordy como eventual organizador dos atos que culminaram com a depredação das sedes dos três poderes. “Os agentes revistaram todos os documentos que estavam em cima das mesas e depois levaram o computador da Câmara que o deputado usa”, relatou ao blog o servidor, em reserva. “Eles proibiram fazer fotos”, conta.

A entrada de força policial no Legislativo – que dispõem de segurança interna – é considerada ato de exceção e acompanhada com apreensão pela cúpula do poder.

"Manda ele reclamar com o ministro Alexandre de Moraes", teria dito um dos policiais, segundo relato do servidor, ao assistir parte do vídeo postado pelo deputado Jordy. O parlamentar reagiu com indignação à iniciativa do magistrado do STF, e classificou a medida de “autoritária e sem fundamento”, com o objetivo de “perseguir, intimidar e criar uma narrativa às vésperas da eleição municipal”. Jordy é pré-candidato à prefeitura de Niterói.

É a primeira vez que um parlamentar federal é alvo de diligência da polícia federal no âmbito deste inquérito. A ação foi acompanhada por Breno Santos Borba, do departamento de material e patrimônio da Câmara. “Eles é que têm a chave dos gabinetes”, diz a fonte que conversou com o blog.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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