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Haddad anuncia medidas econômicas nesta quinta-feira

Ministro da Fazenda deve lançar plano fiscal em evento ao lado de Simone Tebet, do Planejamento

Christina Lemos|Do R7

Fernando Haddad: largada da gestão petista, com sinalização de controle de contas.
Fernando Haddad: largada da gestão petista, com sinalização de controle de contas. Fernando Haddad: largada da gestão petista, com sinalização de controle de contas.

A ocasião é vista como largada para o governo Lula, após 11 dias de posses ministeriais e de indicados de segundo escalão e de administração da crise causada pelas depredações das sedes dos três poderes. Está previsto para as 14h30 desta quinta o evento em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve anunciar medidas econômicas com sinalizações para o mercado, mas também para a base social de Lula. Porém, com a intenção de recompor o caixa, o fim da isenção de impostos sobre setores da economia, previsto no pacote, deverá causar forte reação.

Ao lado de Simone Tebet, do Planejamento, e Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços, a expectativa é que Haddad apresente o prometido “plano fiscal” da gestão, com diretrizes de suas propostas para recompor os cofres públicos. O elenco final e a redação das medidas serão submetidos ao presidente Lula horas antes, na presença também do ministro da Casa Civil, Rui Costa. Às 16h, o próprio ministro deverá detalhá-las à imprensa, como seu primeiro ato à frente da pasta.

Com o conjunto de medidas finalizados pela equipe de Haddad mesmo durante momentos críticos posteriores aos ataques de domingo, o ministro tentará dar uma demonstração forte de controle das contas federais. O petista criticou publicamente os números do orçamento, aprovados pelo Congresso, que projetam um déficit de R$ 231,55 bilhões para este ano. O pacote da Fazenda inclui ações que terão reflexos até 2026, segundo projeções, inclusive com a reversão de descontos em impostos – as chamadas desonerações.

Neste caso, a depender da calibragem do novo chefe da equipe econômica, a reação dos setores produtivos e do Congresso pode ser explosiva. Por esta razão, Haddad deve também sinalizar com cortes de gastos, incluindo a revisão de contratos e programas. A expectativa é de que este bloco de medidas represente até 40% do pacote almejado pelo ministro e que ainda será submetido a Lula, com um impacto de mais de R$ 223 bilhões. Vai caber ao presidente a palavra final sobre o conjunto de medidas. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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