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Israel convoca população de Gaza à zona humanitária junto ao mar

Exército israelense conclama civis que migrem para Al-Mawasi, a menos de 8 km de Khan Younis, no sul de Gaza

Christina Lemos|Do R7

As Forças de Defesa de Israel apresentaram nas últimas horas uma rota alternativa para o socorro de civis na zona de confronto na Faixa de Gaza. Trata-se do vilarejo de Al-Mawasi, na região sul de Gaza, junto à faixa litorânea do enclave. “Al-Mawasi é o local onde será providenciada a ajuda humanitária internacional”, relata a convocação, acompanhada de um mapa com a indicação do local.

O comunicado, que está nas mídias oficiais do IDF, é a primeira iniciativa das autoridades israelenses de prestar socorro aos civis atingidos na região desde o início do conflito, e ocorre após o ataque a um hospital que deixou centenas de mortos — atribuído por Israel aos terroristas da Jihad Islâmica.

“As Forças de Defesa Israelenses continuam seus esforços para manter civis inocentes fora de perigo”, afirma a convocação. Israel vem sendo cobrado pelas autoridades internacionais a criar uma zona humanitária desde o início dos conflitos com o Hamas. Al-Mawasi está a cerca de 20 minutos de Khan Younis — cidade da região sul de Gaza que recebeu milhares de moradores fugidos do norte, após alerta de Israel, divulgado no dia 12. A pequena vila tem apenas 1 quilômetro de largura e 14 de comprimento, e está próxima ao posto de Rafah, junto à fronteira com o Egito.

No limite entre Gaza e Egito — única saída fora do cerco de Israel — milhares de estrangeiros aguardam um cessar-fogo e um acordo que permita a saída da zona de ataque. Os esforços diplomáticos e administrativos já se estendem por pelo menos cinco dias sem avanço, para a evacuação do contingente que se encontra na fronteira.

Também insumos hospitalares e suprimentos alimentares e água, enviados por países que tentam prestar ajuda às vítimas em Gaza, continuam aguardando a abertura da fronteira. A alternativa criada por Israel, segundo fontes, pretende usar a passagem pelo mar, para fazer chegar o socorro à população civil.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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