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Lula recebe hoje 56 oficiais-generais em cerimônia no Planalto

É a sétima agenda do presidente, que intensifica reaproximação com militares. Ordem é 'despolitizar tropas'

Christina Lemos|Do R7

Lula com militares: governo acelera aproximação após volta de Bolsonaro
Lula com militares: governo acelera aproximação após volta de Bolsonaro Lula com militares: governo acelera aproximação após volta de Bolsonaro

O presidente Lula decidiu transferir para o Palácio do Planalto, como gesto simbólico de aproximação, a cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais das três Forças, recém-promovidos por sua gestão. O evento, que nos últimos anos foi realizado em clubes militares, ocorrerá na tarde de terça (4) na sede do Executivo, para a apresentação dos 56 novos oficiais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

É a sétima ocasião de encontro entre Lula e representantes da cúpula militar, movimento que vem se intensificando desde o início de março, por iniciativa do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. O blog apurou que o ministro, ao lado do comandante do Exército, Tomás Paiva, trabalha para promover um almoço entre o presidente e os novos comandantes — o que pode ocorrer nesta quarta-feira (5).

O esforço para amenizar as tensões entre militares e o presidente faz parte de diversas iniciativas para enquadrar a prática política de integrantes das tropas. O governo Lula almeja a “despolitização” do meio militar. Com a concordância dos comandantes das três Forças, o ministro Múcio defende proposta que obriga todo militar da ativa que deseje disputar cargo eletivo ou assumir função pública a optar pela reserva.

Uma norma interna baixada no fim de março também deu prazo de 90 dias a militares da ativa para que se desfiliem de partidos políticos. O setor é visto como base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que retornou recentemente para o país e deve assumir função de liderança na oposição. 

No Congresso, iniciativas de parlamentares ligados ao governo são mais duras e pretendem delimitar com clareza a atividade militar, inclusive com mudanças na Constituição. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP) trabalha por apoio para alterar o artigo 142 da Constituição e deixar claro que os militares não exercem “poder moderador” em caso de crise política.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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