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'MDB estará ao lado da conciliação', diz Temer sobre eleições de 2024

Ex-presidente participa de articulações pré-eleitorais e destaca desempenho de Ricardo Nunes, prefeito emedebista de São Paulo

Christina Lemos|Do R7 e Christina Lemos

Temer foi o convidado do JR Entrevista
Temer foi o convidado do JR Entrevista Temer foi o convidado do JR Entrevista

Em entrevista na manhã desta terça-feira ao programa JR Entrevista, o ex-presidente Michel Temer relatou que participou na véspera, em São Paulo, de reunião para articulação da pré-campanha do partido para as eleições municipais do ano que vem. O encontro se estendeu até tarde da noite e contou com a participação do presidente da legenda, Baleia Rossi, e com lideranças regionais do MDB. “Nas próximas eleições, o MDB estará com os candidatos da conciliação”, diz Temer, deixando claro que o partido vai investir em Ricardo Nunes, atual prefeito de São Paulo. "Aqui em São Paulo eu vejo que o Ricardo Nunes se dedica muito a isso. Nós temos que ter muito equilíbrio e ser um exemplo para outros estados da nação", afirmou. 

“Quem ganha uma eleição deve buscar pacificar a sociedade”, ressalta o ex-presidente, numa crítica velada às trocas de farpas entre o presidente Lula e seu antecessor, Jair Bolsonaro. “O ambiente de polarização e animosidade não ajuda o país”, reforçou. Ao mesmo tempo admitiu que houve “significativa melhora” no ambiente político.

O ex-presidente, conhecido no meio jurídico como constitucionalista, também comentou o desempenho do Supremo, e admitiu que o Congresso pode reformar decisões da corte desde que sejam cumpridas as etapas do processo Legislativo. Esta atitude, segundo Temer, não representa confronto, desde que esteja restrita às atribuições previstas na Constituição.

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“O ministro Alexandre de Moraes não precisa de conselho”, diz Temer, ao ser perguntado se tomaria um avião para Brasília se fosse preciso entrar em campo para pacificar relações – a exemplo do que fez durante o governo Bolsonaro, quando agiu, segundo ele, para avitar uma crise institucional entre Judiciário e Executivo. Moraes foi indicado por Temer para a vaga no STF. “O ministro é jovem e dinâmico. E toma decisões muito bem fundamentadas”, declarou.

O ex-presidente indica que não pretende tomar a iniciativa do diálogo direto com o governo Lula. Mas dá “uma boa nota” para a participação do MDB na gestão do petista. O partido está representado no time de primeiro escalão de governo com três vagas, inclusive o Planejamento, com Simone Tebet.

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Temer também se define como “anticonflito” e elabora sobre o papel da oposição: “ela existe para ajudar a governar, e não o contrário. Para apontar onde estão os erros, as deficiências, os problemas”, explica. Na atual fase, atendendo a convites para palestras e conferências, Temer garante que não pretende voltar à atividade política. “Entre a política e a poesia, fico com a segunda”, conclui.

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Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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