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Ministro português tenta conter crise após falas de Lula sobre Ucrânia

Portugal apoia Ucrânia, inclusive com envio de armas. Petista, que chega a Lisboa no fim da semana, entende que Europa e EUA 'encorajam' a guerra

Christina Lemos|Do R7

Lula na China: declarações sobre conflito na Ucrânia geram reação
Lula na China: declarações sobre conflito na Ucrânia geram reação Lula na China: declarações sobre conflito na Ucrânia geram reação

O ministro português para Negócios Estrangeiros, Gomes Cravinho, saiu a campo para conter as reações às declarações do presidente brasileiro sobre o conflito entre Rússia e Ucrânia. “Não fazemos disso nenhum tipo de drama", disse Cravinho, e reforçou que a posição brasileira pode ser diferente da de Portugal sobre temas de política externa. Em declarações recentes, Lula afirmou que Estados Unidos e União Europeia “devem parar de encorajar” o conflito e que “a decisão da guerra foi tomada pelos dois países”.

O presidente brasileiro tem missão oficial prevista em Lisboa para o período de 22 a 25 de abril. Na ocasião, Lula está convidado a participar das comemorações dos 49 anos da Revolução dos Cravos, que restabeleceu a democracia em Portugal. A participação do petista é contestada por partidos de oposição, assim como as recentes declarações sobre o conflito no Leste Europeu.

"Não é embaraço nenhum. Como é que nós podemos estar embaraçados com aquilo que são as posições dos outros? Poderíamos estar embaraçados com as nossas próprias posições. Mas as nossas posições são claras", disse Gomes Cravinho, ao comentar as declarações de Lula. "A constatação de que a política externa portuguesa e a política externa brasileira não são idênticas não é uma surpresa para quem quer seja", completou.

O PS, do primeiro-ministro Antônio Costa, foi cobrado a reforçar a posição portuguesa sobre o tema, de repúdio à Rússia e apoio à Ucrânia. A postura do estado português, de acordo com Cravinho, "não deixa nenhuma margem para ambiguidades".

A conversa do ministro português com os jornalistas ocorreu durante o Fórum Portugal-Alemanha, no Instituto Superior de Economia e Gestão, em Lisboa.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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