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Netanyahu vê Israel por 'período indefinido' em Gaza. Biden discorda

Americano havia declarado ser 'erro' de Israel ocupar Gaza. Primeiro-ministro não vê opção para evitar ações terroristas do Hamas

Christina Lemos|Do R7

Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revela planos para depois do conflito
Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revela planos para depois do conflito Primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, revela planos para depois do conflito

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou em entrevista que “Israel vai assumir por um período indefinido a responsabilidade pela segurança de Gaza”. As tropas do país ocupam parte do território do enclave palestino, dividindo a área em duas, a partir do conflito bélico iniciado há um mês, e estão prestes a tomar a cidade de Gaza.

A declaração foi dada ao jornalista David Muir, da rede americana ABC News, que questionou o primeiro-ministro sobre quem assumirá o poder em Gaza após a guerra. “Aqueles que não querem que continue do modo do Hamas [de governar]”, respondeu Netanyahu. “Porque vimos o que acontece quando nós não tomamos a responsabilidade pela segurança. O que temos é a erupção do terrorismo do Hamas numa escala que não poderíamos imaginar”, completou.

É a primeira vez que a alta autoridade israelense fala publicamente sobre planos futuros para a Faixa de Gaza. As declarações de Netanyahu ocorrem mesmo após a advertência, semanas atrás, de seu principal aliado no Ocidente, o presidente americano, Joe Biden, que afirmou ser “um erro de Israel ocupar Gaza”. O comentário de Biden foi mencionado na pergunta feita pelo jornalista ao primeiro-ministro.

As declarações repercutiram na mídia internacional e antecedem o momento-chave da campanha militar israelense no território palestino, quando as tropas cercaram a cidade de Gaza, a área mais populosa do enclave e coração do Hamas, e estão prontas para ocupá-la. Simultaneamente ao próximo movimento militar de Israel, crescem os protestos e a pressão da comunidade internacional por um cessar-fogo imediato, ante o crescente número de vítimas civis, estimado pela ONU no 30º dia de guerra como mais de 10 mil.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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