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PT já mira Ministério da Justiça, com provável ida de Dino para o STF

Gestão petista da segurança pública na Bahia descredencia partido. Dino é o mais cotado para vaga de Rosa Weber no Supremo

Christina Lemos|Do R7

O ministro Flávio Dino: possível indicação para o STF provoca corrida por vaga na Justiça
O ministro Flávio Dino: possível indicação para o STF provoca corrida por vaga na Justiça O ministro Flávio Dino: possível indicação para o STF provoca corrida por vaga na Justiça

O Partido dos Trabalhadores (PT) já armou a estratégia para assumir a dianteira na disputa de bastidores por uma das pastas mais importantes da Esplanada, o Ministério da Justiça, caso se confirme a indicação de Flávio Dino (PSB/MA) para o Supremo Tribunal Federal (STF). O político é hoje o favorito para a vaga da ministra Rosa Weber, que se aposenta no fim deste mês. Entre os nomes cotados para a vaga de Dino está até mesmo o da presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

O cargo é considerado estratégico tanto pela interface com vários setores do Executivo nas áreas de segurança, economia e relações internacionais quanto pelo controle de órgãos sensíveis, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. A subdivisão da pasta, em que se retiraria do Ministério da Justiça o comando da segurança pública, tem a oposição da atual gestão. É também o ponto fraco de Dino, que, segundo críticos do ministro, não tem projeto para o setor. A segurança pública escalou para o topo das cobranças da população, de acordo com avaliações recentes do governo federal.

A situação vem expondo o governo Lula a desgaste, com episódios rumorosos que inclusive envolvem órgãos federais, como o caso — considerado "emblemático do descontrole" — da abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que resultou na morte de uma criança de 3 anos, no Rio de Janeiro. O crime levou Lula a uma rede social para declarar que é “algo que não pode acontecer” — sinalizando com um limite claro ao subordinado no ministério.

A resposta de Dino foi considerada “tímida” por observadores do Planalto. O ministro determinou abertura de investigação pela PF e apuração interna. “Nós, do Ministério da Justiça, estamos acompanhando, mas não nos cabe antecipar juízo”, declarou. “Há um esforço sincero de redução das mortes de ação policial na PRF.”

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Em caso de desdobramento da pasta da Justiça, iniciativa que também chegou a ser cogitada durante o mandato de Jair Bolsonaro, o PT conta com uma fragilidade política: a explosão da violência urbana na Bahia no decorrer das gestões do partido no estado. A Bahia lidera o ranking de mortes por atos violentos há quatro anos, superando o Rio e São Paulo, estados mais populosos e com histórico de altíssimos índices.

Em Salvador e cidades importantes do estado, como Juazeiro, o crime organizado mede forças com as autoridades de segurança, inclusive com atos de provocação como ataques a delegacias e órgãos de segurança e incineração de ônibus. A morte de um policial federal, com mais de dez anos de carreira na instituição, durante um confronto com marginais, na última sexta (15), também levou Lula a se manifestar publicamente, em mais um sinal de desgaste provocado pela segurança pública. Na ocasião, Lula declarou “profunda tristeza e indignação”.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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