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Rebeldes do Iêmen declaram guerra a Israel. Hezbollah fala na sexta-feira

Declaração de líder dos houthis é seguida de míssil de longo alcance. Cresce o temor da entrada do Hezbollah no conflito

Christina Lemos|Do R7

Projéteis lançados pelo grupo Houthi em manobra militar perto de Sanaa
Projéteis lançados pelo grupo Houthi em manobra militar perto de Sanaa Projéteis lançados pelo grupo Houthi em manobra militar perto de Sanaa (HOUTHI MEDIA CENTER/via REUTERS)

Numa visível escalada dos combates após a incursão de Israel por terra em Gaza, o conflito dá sinais de iminente disseminação na região, com a subida de tom nas ameaças de grupos extremistas e a primeira declaração de guerra contra Israel, que parte do Houthi, no Iêmen.

O ato foi seguido, em poucas horas, pelo disparo de um míssil de longo alcance na direção da cidade israelense de Eilat — que teria sido interceptado a 1.700 km de distância. A autoria do ataque foi assumida pelo Houthi, inclusive com a distribuição de um vídeo do disparo.

No pronunciamento, o porta-voz dos rebeldes houthis alega que "Israel está promovendo um massacre em Gaza" com o apoio da comunidade internacional, principalmente dos Estados Unidos. "Por isso, decidimos lançar mísseis cruzeiros e balísticos contra Israel", completou.

A entrada de soldados israelenses na Faixa de Gaza iniciou-se pelo norte e avança na direção da cidade de Gaza, enquanto bombardeios são mantidos em áreas densamente povoadas, tendo como alvo líderes do Hamas, de acordo com a alegação das autoridades do país.

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Também gera expectativa o anúncio do pronunciamento do secretário-geral do Hezbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, marcado para as 15h da próxima sexta-feira (3). O grupo extremista tem poder de fogo muito superior ao do Hamas e é considerado “um exército”, com suas principais bases no Líbano.

O temor quanto ao pronunciamento de Nasrallah é de que haja uma convocação do chamado “eixo da resistência”, que reúne Hamas, Hezbollah, Houthi e milícias xiitas iraquianas. Esses grupos, porém, se opõem ao Estado Islâmico e à Al Qaeda — embora todos tenham Israel e os Estados Unidos como inimigos comuns.

A eventual adesão do Hezbollah ao conflito representaria uma grave escalada da guerra, não só em razão da capacidade bélica do grupo, mas porque arrastaria o Líbano e outros atores para o centro da crise.

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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