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Três dias depois, Bolsonaro domina noticiário. Lula sai de cena

Presidente eleito descansa por uma semana na praia e retoma transição na terça, 8. Bolsonaro ajusta planos políticos

Christina Lemos|Do R7

Transição de governo é próxima tarefa. Alckmin estará em Brasília nesta quinta.
Transição de governo é próxima tarefa. Alckmin estará em Brasília nesta quinta. Transição de governo é próxima tarefa. Alckmin estará em Brasília nesta quinta.

Passadas 72h da eleição mais polarizada desde o restabelecimento do voto direto pela Constituição de 88, o presidente Bolsonaro é o centro das atenções do noticiário do Brasil e do mundo, em função dos protestos de caminhoneiros em reação à sua derrota. Mesmo após o primeiro pronunciamento após a votação, ocorrido ontem, o movimento continua, sem ordem de desmobilização na maior parte do país. Já o presidente eleito, Lula da Silva, afastou-se do contato com eleitores e imprensa, e descansa por uma semana, em Trancoso, Bahia.

Acompanhado da futura primeira dama, Lula escolheu como destino um dos principais pontos turísticos do estado que lhe garantiu ampla vantagem de votos no primeiro e segundo turnos. A ordem entre assessores é blindar o acesso ao petista, para permitir além do descanso, a recuperação da voz do presidente eleito.

A partir da próxima semana, Lula retoma as tratativas políticas e deve pousar em Brasília na tarde da terça, 8, para contatos institucionais com Legislativo e Judiciário. O movimento não deverá ser ostensivo, para evitar desgaste com o presidente no exercício do cargo e o comprometimento das tratativas para a transição de governo. A coordenação da tarefa foi designada a Geraldo Alckmin, do lado petista e a Ciro Nogueira, da Casa Civil, no governo.

A principal preocupação do comando petista da transição é conhecer a real situação dos cofres federais. Para esta quinta-feira está previsto um encontro entre o vice eleito de Lula e o relator do orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI), aliado dos petistas.

O presidente Bolsonaro continua o redesenho de seus planos políticos e recebe sucessivas manifestações de apoio de correligionários que apoiaram sua campanha. As articulações prevêem garantir a ele o papel de principal líder político da oposição ao novo governo, que assume em primeiro de janeiro. 

Os textos aqui publicados não refletem necessariamente a opinião do Grupo Record.

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