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O que fazer com o dinheiro da restituição do Imposto de Renda?

A melhor decisão varia de pessoa para pessoa, dependendo da situação financeira de cada uma; entenda

Renda Extra|Vinicius Primazzi, do R7*

O quinto lote da restituição do Imposto de Renda será pago no dia 30 de setembro
O quinto lote da restituição do Imposto de Renda será pago no dia 30 de setembro O quinto lote da restituição do Imposto de Renda será pago no dia 30 de setembro

Você está entre o 1,2 milhão de contribuintes que vão receber a restituição do Imposto de Renda na sexta-feira da semana que vem (30), mas ainda não sabe o que fazer com a grana? Será que é melhor gastar tudo, guardar tudo, investir ou pagar dívidas?

O economista e educador financeiro Liao Yu Chieh, do C6 Bank, explica quais decisões são melhores, de acordo com cada situação. Segundo ele, a primeira questão a ser avaliada é identificar se você tem dívida e qual é o perfil da despesa.

“Se tem uma dívida cara, por exemplo, cheque especial, rotativo de cartão de crédito, empréstimo pessoal sem garantia, ou seja, as que têm juros altos, o dinheiro deveria ser usado para quitar a dívida”, explica Chieh.

“Por outro lado, se não tem uma dívida cara, por exemplo, um crédito consignado, um financiamento em longo prazo, a próxima questão deve ser sobre a reserva de emergência”, orienta o economista.

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A reserva de emergência, afirma Chieh, é um dinheiro que a pessoa mantém guardado para, em caso de alguma adversidade, conseguir manter os gastos primordiais em dia por algum tempo. “Se a pessoa não tem uma reserva de emergência e tem uma dívida barata, o ideal é que faça uma reserva”, opina ele.

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Isso porque, caso você não possua esse dinheiro guardado e algum imprevisto acontecer, muito provavelmente será obrigado a tomar uma dívida cara. Para fazer uma boa reserva de emergência, ele explica uma regra interessante, que chama de 3, 6, 9 — ou seja, cada número corresponde a um múltiplo do gasto mensal da família.

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Para os assalariados, o ideal são seis vezes o gasto mensal na reserva, que é o tempo em que a pessoa consegue se recolocar no mercado, em caso de perda de emprego, recuperação de uma doença, acidente etc.

Para quem tem estabilidade de emprego — por exemplo, funcionários públicos —, apenas três meses de gasto mensal guardados são o suficiente para suprir alguma emergência.

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Para os autônomos, profissionais liberais, freelances, o ideal é multiplicar por nove, já que sofrer um problema físico e ficar um tempo sem trabalhar gera uma dificuldade muito grande.

Sobre como fazer uma boa reserva de emergência, o educador financeiro aconselha que sempre se pense em “alta liquidez e baixo risco”. Um bom exemplo são os CDBs com liquidez diária, fundos de renda fixa conservadores e, por fim, o Tesouro Selic.

Então, o ideal é se livrar de dívidas caras quanto antes e, não as possuindo, fazer uma boa reserva de emergência para, em caso de algum imprevisto, não passar necessidades.

* Estagiário do R7, sob supervisão de Ana Lúcia Vinhas

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