Rio de Janeiro Soldados do Exército denunciam más condições de trabalho no Complexo da Maré

Soldados do Exército denunciam más condições de trabalho no Complexo da Maré

As tropas das Forças Armadas vão patrulhar a região, pelo menos, até 31 de julho

Soldados do Exército denunciam más condições de trabalho no Complexo da Maré

Militares que ocupam o Complexo da Maré, na zona norte do Rio, denunciam a situação precária do local onde estão vivendo. Um video gravado por um morador mostra os agentes deitados no chão de um campo de futebol da região, por falta de alojamento.

Segundo os militares, não há descanso durante o horário de trabalho e os banheiros químicos não têm condições de higiene. Desde 5 de abril, 2700 homens participam da força de pacificação da área. As tropas vão permanecer ali, pelo menos, até 31 de julho.

O Exército informou que vai montar barracas com colchões. Já os banheiros químicos serão limpos duas vezes por dia. Assista ao vídeo abaixo.

As Forças Armadas apoiam a polícia na ocupação da Maré. Na operação foram utilizados blindados como os usados na ocupação do Complexo do Alemão, em novembro de 2010, e o vant (veículo aéreo não-tripulado), também conhecido como drone.

Prisão de Menor P

Antes da ocupação, foi capturado o traficante Marcelo Santos das Dores, de 32 anos, conhecido como Menor P, preso no dia 26.

Chefe do tráfico da facção TCP, ele afirmou à polícia ser "o dono" de 11 das 16 favelas do Complexo da Maré, zona norte do Rio. 

Copa do Mundo

Às vésperas da Copa do Mundo, o conjunto de 16 favelas é considerado estratégico por se localizar próximo às linhas Vermelha e Amarela, à avenida Brasil e ao Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim, o Galeão.

O governo do Rio de Janeiro pediu apoio das forças federais para a ocupação após série de ataques a UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora).  

Encomenda de armas

Apesar da forte ação do Exército na região, reportagem do Domingo Espetaluar mostrou que traficantes seguem atuando. Mesmo com a presença do Exército, os criminosos chegaram a encomendar armas