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Após quatro anos de busca, mãe reencontra o filho em hospital psiquiátrico

Amadeu, que tem deficiência mental, havia desaparecido em 2009

São Paulo|Ana Cláudia Barros, do R7

Rapaz foi encontrado após divulgação de cartaz com fotos
Rapaz foi encontrado após divulgação de cartaz com fotos Rapaz foi encontrado após divulgação de cartaz com fotos

Durante quase quatro anos, a doméstica Maria Zélia Soares conviveu com a dor de ter um filho desaparecido. Em 17 de setembro de 2009, Amadeu, na época com 22 anos, não conseguiu voltar para casa, em Diadema, no ABC Paulista, para onde a família havia se mudado três meses antes. O rapaz tem deficiência mental.

No final de maio, o R7 entrevistou a doméstica, que falou sobre o desespero e a angústia de não ter notícias sobre o paradeiro do filho. 

— Tem dia que você olha para as fotos, que é o que eu tenho em casa, e pergunta para Deus: “O que fiz de tão errado que não mereço ter meu filho do meu lado?”

Após a publicação da história nesta série, a reportagem voltou a conversar com Maria Zélia, que contou ter reencontrado Amadeu. No final de maio, quando participou de um evento sobre desaparecidos, promovido pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, ela divulgou na imprensa um cartaz com imagens do rapaz. Uma das fotos havia sido submetida à tecnologia que permite realizar a progressão de idade em 3D, recurso que faz parte do “Programa São Paulo em Busca das Crianças e dos Adolescentes Desaparecidos”, do governo estadual.

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Amadeu, hoje com 27 anos, foi reconhecido pelo ex-funcionário de um hospital psiquiátrico em Sorocaba, no interior. De acordo com a secretaria, o jovem estava na instituição. Uma fotografia dele foi encaminhada via e-mail por um dos médicos e material genético de mãe e filho foi colhido para exame de DNA no Projeto Caminho de volta, desenvolvido pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) em parceria com a Secretaria de Segurança Pública. Com a confirmação, Amadeu voltou para casa no fim de junho.

— Demorei um pouco para acreditar que era verdade. Apesar de eu nunca ter deixado morrer a esperança de que iria achar meu filho, de que iria tê-lo de volta comigo. A emoção é muito grande.

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Maria Zélia diz que não é capaz de descrever o sentimento provocado pelo reencontro.

— Só quem passa por isso é que sabe a alegria que é. Sei que há muitas mães no anseio de ter essa felicidade, de abraçar seu filho ou de, pelo menos, saber o que aconteceu com seu filho. Não tem palavras para descrever a alegria que é.

Emocionada, ela conta que teve a vida de volta.

— Agora, posso dizer que tenho uma vida. Agora, posso dizer que realmente estou vivendo. Olhar meu filho, ver o sorriso do meu filho dentro de casa, ver meu filho com as mesmas manias dele, ver que ele está voltando a ser o Amadeu que sempre foi.

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