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Caminhoneiros fecham estradas em 17 Estados e congestionam marginal

Na Régis Bittencourt caminhoneiros atearam fogo em pneus e bloquearam a pista. Categoria quer fim da carga tributária do óleo diesel

São Paulo|Márcio Neves, do R7, com Agência Estado

Bombeiros extinguem as chamas no bloqueio feito por caminhoneiros na Régis
Bombeiros extinguem as chamas no bloqueio feito por caminhoneiros na Régis Bombeiros extinguem as chamas no bloqueio feito por caminhoneiros na Régis

Caminhoneiros atearam fogo em pneus e bloquearam a rodovia Régis Bittencourt no Km 280, na altura de Embu das Artes, no fim da tarde desta segunda-feira (21). Por volta de 18h, uma equipe do Corpo de Bombeiros já trabalhava no local para extinguir as chamas e liberar a pista. A categoria protesta contra os encargos tributários sobre o óleo diesel.

Em São Paulo, por volta de 17h30 um grupo de caminhoneiros ocupavam a faixa da direita da pista central e pista local próximo a Ponte dos Remédios da Marginal Tiête no sentido Ayrton Senna. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por volta das 18h20 a pista foi liberada.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) informou que os bloqueios de caminhoneiros são registradas em 17 Estados até as 16h30. As regiões com mais interdições eram o Sul e o Centro-Oeste. Os estados com maior número de bloqueios eram Paraná (19), Bahia (14), Minas Gerais (14) e Goiás (10).

Interdições no país

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A Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) também divulgou um balanço em que registrava manifestações nos mesmos 17 Estados, destacando ainda atos no entorno do Distrito Federal. Na contagem da associação, o estado com maior número de paralisações é Minas Gerais, com 15, seguido da Bahia (13), do Rio de Janeiro (11) e de Santa Catarina (10).

A entidade pede ainda que o governo zere a carga tributária que incide sobre o óleo diesel. Também cobra a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a receita decorrente da venda interna de óleo diesel ao transportador autônomo de cargas.

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Associações que representam o setor produtivo, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso e Acebra (Associação das Empresas Cerealistas do Brasil), se mostraram preocupadas com o efeito da paralisação no escoamento da soja. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) disse que ainda é cedo para traçar potenciais prejuízos, mas destacou estar monitorando os protestos.

No porto de Santos, caminhoneiros protestaram, mas a Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) disse que o ato era pacífico, sem bloqueio à entrada de caminhões cujos motoristas queriam seguir. O protesto começou na madrugada desta segunda-feira, e não houve interrupção no acesso ao porto. O único incidente ocorreu em acesso no município de Guarujá (SP), onde uma carreta foi desatrelada e atrapalhou o fluxo da via urbana até a região portuária. A Codesp, no entanto, disse não saber se havia relação com o protesto.

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No porto de Paranaguá, bloqueio na BR-277 impede a entrada das cargas, conforme a Administração do portos de Paranaguá e Antonina (Appa). Caminhoneiros interditam desde as 6h meia pista no km 6 da rodovia, no município de Paranaguá, segundo informações da PRF do Paraná. O pátio de triagem do porto tinha baixa ocupação de caminhões no início da tarde desta segunda-feira, com cerca de 900 vagas livres, das 1.200 disponíveis. Segundo a Appa, em torno de 1.400 caminhões de transporte de grãos estavam programados no sistema de agendamento do porto para chegar a Paranaguá até o início da tarde, e o número de veículos que estavam agendados e não deram entrada no porto foi de 1.067. A administração informou, contudo que os terminais graneleiros estão com sua capacidade máxima de armazenamento ocupada, e a paralisação ainda não tem efeito sobre o carregamento dos navios.

Em Mato Grosso, estado que lidera a produção de grãos do país, caminhoneiros bloqueavam no início da tarde a BR-364 no km 398 sentido sul, no Distrito Industrial de Cuiabá, informou a concessionária Rota do Oeste. A manifestação começou às 7h12 do horário de Mato Grosso (8h12 de Brasília), foi interrompida ao meio-dia e retomada no começo da tarde. Outro trecho da rodovia chegou a ser bloqueado no trevo do Lagarto, km 435, em Várzea Grande, entre as 11h46 e às 14h40 (12h46 e 15h40 de Brasília). Segundo a Rota do Oeste, está liberada a passagem de veículos de passeio, ambulâncias e veículos de carga que transportam carga viva e perecíveis. A previsão é de que a rodovia seja liberada às 18h, segundo a Rota do Oeste.

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