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Estado de São Paulo registra queda no número de casos de dengue neste ano

No início de 2023, foram registrados 35,6 mil casos e 25 óbitos; no mesmo período do ano passado, foram confirmados 41 mil

São Paulo|Agência Brasil

No inverno, a tendência é de diminuição de casos
No inverno, a tendência é de diminuição de casos No inverno, a tendência é de diminuição de casos

O estado de São Paulo registrou, de janeiro a 16 de março deste ano, 35,6 mil casos de dengue e 25 óbitos ocasionados pela doença, segundo o balanço da SES (Secretaria de Estado da Saúde). No mesmo período de 2022, foram confirmados 41 mil casos e 39 óbitos. A época de maior transmissão da dengue começa no fim da primavera e se estende até o início do outono, quando as condições climáticas são mais favoráveis à proliferação do vetor.

Segundo as informações da SES, a pasta realiza permanentemente ações de combate ao mosquito transmissor da dengue com apoio aos municípios, responsáveis pelo trabalho de campo para a prevenção à doença. O alerta é para o controle e a eliminação do criadouro do mosquito Aedes aegypti, porque, com o clima mais quente, a reprodução dele é mais fácil.

“Nossa maior preocupação é o Noroeste do estado, onde o clima é mais quente, a região metropolitana de São Paulo e a capital paulista. Esses locais são os chamados 'hot spots', para os quais sempre mantemos o alerta. Com essa temperatura mais alta, a intensidade de chuva e a completa adaptação do mosquito, temos o pacote perfeito para que o mosquito se prolifere se não tivermos controle sobre os criadouros”, explicou a diretora da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) da SES, Regiane de Paula.

De acordo com diretor da SES, o número menor de casos e óbitos em relação ao ano passado se deve à sazonalidade da doença. No inverno, a tendência é de diminuição de casos, mas, além de haver meses do ano em que é possível observar uma alta na taxa de transmissão, há outros períodos em que ocorrem ciclos epidêmicos e interdepidêmicos de um ano para outro.

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“Em 2016 tivemos uma epidemia no estado. Aí temos que saber qual vírus está circulando, se é o 1 ou o 2. Há uma série de fatores que podem levar a isso. Temos a notificação e a questão do limite de município. Há cidades que fazem fronteira com outras que têm alta incidência, mas estão silenciosas. Para essas pedimos atenção especial para a notificação e para os sintomas”, disse De Paula.

A orientação é para que, ao perceber febre abrupta, náusea, dor no corpo e dor atrás dos olhos, a pessoa procure atendimento médico e faça o exame para se certificar. De Paula falou que os casos atuais têm sido mais leves, mas é extremamente importante que a população esteja alerta a qualquer sinal. “Se houver qualquer sintoma, deve-se começar a hidratação e procurar uma unidade de saúde. Temos pico de sazonalidade, mas não podemos nos esquecer da dengue o ano inteiro. É importante também que as pessoas tirem um dia da semana para cuidar do entorno do jardim, da calha da casa, eliminar os criadouros. Isso faz toda a diferença”, lembrou a diretora.

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Sobre o cenário atual, De Paula reforçou que, apesar do número mais baixo de casos em relação ao ano passado, a dengue nunca oferece um cenário muito tranquilo. “Nós trabalhamos para que todos façamos o controle, evitando um caso que seja, e já estamos obtendo êxito. O cenário está menos intenso, mas sempre preocupa, porque de um momento para o outro pode haver aumento. O que queremos é que esses casos não aconteçam.”

Sobre a vacina contra a dengue, ela afirmou que o imunizante passou pela análise da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que é um dos critérios para que o governo passe a comprar e distribuir a vacina, mas ainda não há nenhuma sinalização sobre a compra.

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