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Motoboy Paulo Galo, conhecido por ter queimado a estátua de Borba Gato, acusa a PM de violência

Paulo Roberto da Silva Lima afirmou em suas redes sociais que sofreu queimaduras após ser abordado por andar sem capacete

São Paulo|Enzo Cricca, da Agência Record*, com R7

Nas redes sociais, o motoboy Paulo Galo diz ter sofrido violência policial
Nas redes sociais, o motoboy Paulo Galo diz ter sofrido violência policial Nas redes sociais, o motoboy Paulo Galo diz ter sofrido violência policial

O motoboy e militante contra a precarização do trabalho e uberização, Paulo Roberto da Silva Lima, envolvido no incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato em julho de 2021 em São Paulo, afirmou ter sido espancado por policiais militares após ter sido flagrado sem capacete.

Em publicação feita no seu perfil do Instagram neste sábado (4), Paulo Roberto, conhecido como Galo de Luta, relata ter sido torturado por agentes da corporação após ter sido abordado, há duas semanas.

Nas imagens compartilhadas por ele, é possível ver inúmeras lesões, com um dos braços machucados, além da boca e dedos de uma das mãos.

Galo ficou conhecido após ter se envolvido no incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato, no dia 24 de julho de 2021, na praça praça Augusto Tortorelo de Araújo, em Santo Amaro, zona sul da capital. 

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Ele conta ter sido levado para uma delegacia e, lá, relatou teria sido espancado e queimado por agentes, que o questionaram: "Você não gosta de queimar as coisas? Faz o L agora!".

Na postagem, Paulo disse que não denunciou os agentes na hora do suposto fato porque ficou com medo: "Por que não denunciei na hora? Porque, ao meu ver, isso faria uma barulho de uma ou duas semanas e, depois, como eu e minha família ficaríamos com esses caras rondando por aqui?", indagou.

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O homem diz ter ficado "mal, de cama, depressivo e covarde" por não denunciar o ato dos agentes. Após conversar com muita gente, ele conta que chegou à conclusão de que "Dois passos para trás também é revolucionário" e resolveu postar a denúncia para "tirar um pouco do ódio que está lhe fazendo mal e lhe adoecendo".

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Entretanto, ele não deixa especificado na publicação qual foi a delegacia em que o caso aconteceu, tampouco a região onde ele foi abordado sem capacete.

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A reportagem tentou entrar em contato com Paulo Roberto por meio da rede social, mas até o momento da publicação desta nota não obteve esposta.

Em nota enviada ao R7, a SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que, até o momento, nenhuma denúncia foi registrada. Leia na íntegra:

"Até o momento, nenhuma denúncia foi registrada. A SSP esclarece que as polícias estão sempre prontas para apurar possíveis desvios de conduta e punir policiais que de fato ajam com truculência, como a apontada pelo relato nas redes sociais, no entanto, os detalhes informados são insuficientes para se identificar onde e quando os fatos ocorreram, bem como apontar os culpados. As Corregedorias das Polícias Civil e Militar estão à disposição para possíveis denúncias".

*Sob supervisão de Geovanna Hora

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