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Suspeitos roubam e matam pedestre por causa de celular em arrastão na Aclimação, na zona sul

Crime ocorreu após vítima reagir e entrar em luta corporal com assaltantes; polícia prendeu dois e identificou mais duas pessoas

São Paulo|Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Câmera flagrou assalto e morte na Aclimação, em SP
Câmera flagrou assalto e morte na Aclimação, em SP Câmera flagrou assalto e morte na Aclimação, em SP

A polícia prendeu dois suspeitos acusados de envolvimento no roubo seguido de morte de um rapaz de 32 anos, na Aclimação, região central de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (18). Outras duas pessoas envolvidas foram identificadas.

Parte de um arrastão, com outras vítimas pela região, o crime ocorreu na rua Diamante, altura do número 101, por volta das 7h30. Uma câmera de segurança flagrou a ação, o que auxiliou na investigação — assista acima. Uma testemunha também forneceu informações à polícia.

Até o final da noite de ontem, o corpo da vítima do crime passava pelos exames necroscópicos no IML (Instituto Médico Legal) Central.

Morte na Aclimação

A gravação mostra o momento em que o rapaz é abordado por dois criminosos, que desembarcaram de um Toyota Etios prata. Após ser roubada, a vítima vai até o veículo na tentativa de recuperar seus pertences.

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Durante alguns segundos, ocorre uma luta corporal. Um caminhão aparece e cobre a cena do crime. Quando o veículo sai, o homem já está no chão e os criminosos haviam fugido.

Segundo informações do boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar realizavam patrulhamento na área, quando foram acionadas para uma ocorrência em que quatro suspeitos, um deles armado, estariam roubando pedestres na região.

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As viaturas se deslocaram para o endereço e uma testemunha informou que havia uma vítima baleada após um assalto na rua Diamante.

Os agentes se deslocaram até o endereço e localizaram o homem de 32 anos caído na via, baleado, em estado grave. Uma unidade de resgate foi acionada para socorrer a vítima. O rapaz foi socorrido e encaminhado para o Hospital Ipiranga, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Suspeitos presos

No fim da manhã, os policiais localizaram o carro utilizado pela quadrilha, um Toyota Etios, de cor prata, na rua Almirante Maurity, na baixada do Glicério, na região central. No interior do veículo, os agentes encontraram manchas de sangue e um perfuração, feita por disparo de arma de fogo.

As equipes conseguiram identificar a proprietária do carro, chamada Joelma, que afirmou que havia vendido o veículo para Jorciel Pires de Oliveira, de 30 anos. Ele recebeu o automóvel no dia 19 de dezembro de 2022.

O marido de Joelma, Jonas Carvalho Pinto, afirmou que ele e a mulher venderam o veículo por R$ 14 mil a Jorciel, sendo que R$ 7.000 tinha sido pago por transferência e PIX.

Porém, após a venda, Jorciel passou a ameaçar o casal via WhatsApp, ao dizer ser integrante do PCC (Primeiro Comando da Capital). O suspeito ainda cobrava a devolução do dinheiro pago na pelo carro.

Na manhã desta quarta-feira (18), Jorciel ligou para Jonas e, muito agitado, falou que o homem deveria comunicar à polícia que seu carro havia sido roubado e que, durante o crime, teriam ocorrido disparos.

Logo em seguida, as autoridades localizaram Jonas, que relatou o ocorrido. Ele forneceu o endereço de Jorciel, que seria na rua Nioac, na Praça da Sé, também na região central, muito próximo ao local do encontro do carro.

As equipes se deslocaram até o endereço de Jorciel e o encontraram em frente à sua casa, durante a tarde, pouco depois do crime.

Na delegacia, Jorciel foi reconhecido fotograficamente por uma testemunha, que teria presenciado o crime. Ela relatou que Jorciel fazia a vigia enquanto o roubo era praticado. Ele estaria no banco traseiro, quando a vítima reagiu ao crime.

A testemunha reconheceu também Luis Fernando Oliveira Silva, 32 anos, como um dos executores e, inclusive, o que portava a arma. Ele teria atirado no parabrisa, tentando acertar a vítima, e depois atirou cinco vezes na vítima.

O rapaz que presenciou os tiros também afirmou que Allefy Samuel de Souza, de 27 anos, é o terceiro autor do crime. Allefy teria tomado a mochila de Gustavo e entrado no banco de trás do carro. Allefy seria o criminoso que entrou em luta corporal com a vítima antes de ela ser baleada.

Um denunciante anônimo também informou à polícia que um homem conhecido como "Alfredinho", comparsa de Jorciel, seria o receptor do celular da vítima.

Durante depoimento, Jorciel confessou a participação no crime, acompanhado de Luis Fernando. Porém, não forneceu nenhuma informação sobre "Alfredinho".

Consultando o banco de dados da polícia, os agentes identidicaram o receptor como Alfredo Henrique de Araújo Campos, de 21 anos, que tem diversos apontamentos de adolescente infrator.

As equipes se deslocaram até a casa de Alfredo, que localizaram um iPhone 14 em sua posse. Quando questionado, o homem relatou que recebeu o aparelho de Jorciel e que havia sido roubado na manhã de ontem.

Alfredo afirmou que sua função era vender o celular, uma vez que ele costuma vender aparelhos roubados a haitianos no centro de São Paulo. Ele ainda afirmou que não conhece os assaltantes, apenas Jorciel "de vista".

No interior do automóvel, foram encontrados diversos pertences da vítima: uma mochila da Adidas, jaquetas, luvas de boxe, uma corda, uma faixa de cabelo e uma faixa de boxe.

Também foram apreendidos itens dos suspeitos, como uma luva que não deixa impressões digitais, jaquetas e um boné.

Além de latrocínio, o caso foi registrado também como receptação e roubo a transeunte no 8° Distrito Policial do Brás. Porém, as investigações seguem pelo 6° DP do Cambuci, que atende à área.

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