Anvisa proíbe remédio para tratar infarto por substância cancerígena

Agência de regulação europeia encontrou componente usado para criar tumores em ratos na valsartana, indicada também para hipertensão arterial

Medicamento é indicado para hipertensão arterial e insuficiência cardíaca

Medicamento é indicado para hipertensão arterial e insuficiência cardíaca

Christopher Furlong/Getty Images

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu a importação, distribuição, comercialização e uso de uma substância chamada valsartana, usada no tratamento da hipertensão arterial e insuficiência cardíaca.

De acordo com a bula, o medicamento é capaz de “melhorar a sobrevida após infarto do miocárdio em pacientes clinicamente estáveis”.

A resolução foi publicada na última sexta-feira (24) e já está em vigor. A decisão foi tomada depois de um comunicado expedido pela EDQM (Direção Europeia da Qualidade dos Medicamentos e Cuidados de Saúde) — a agência responsável pela regulação e fiscalização de medicamentos na Europa. De acordo com a EDQM, foi encontrada uma substância tóxica no medicamento, produzido por duas indústrias, uma chinesa e outra indiana.

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A substância é a N-nitrosodimetilamina, um composto químico cancerígeno, que, de acordo com a Anvisa, possui “elevado risco sanitário para a saúde pública”.

Nos Estados Unidos esta substância já é considerada altamente tóxica, principalmente pela capacidade de levar ao surgimento de tumores no fígado. A N-nitrosodimetilamina é comumente usada para desenvolver tumores cancerígenos em ratos usados para pesquisas.

As empresas responsáveis pela fabricação da valsartana são a Zhejiang Tianyu Pharmaceutical Co. Ltd, localizada em Taizou, província Zhejiang, República Popular da China; e a Hetero Labs Limited, que possui unidades nas cidades de Gaddapotharam Village e Narasapuram Village, na Índia. A reportagem do R7 não conseguiu contato com as empresas.

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