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Dormir poucas ou muitas horas aumenta as chances de desenvolver diabetes

Estudo identificou maior predisposição à doença em indivíduos que tinham noites de sono inferior a seis horas ou superior a dez horas

Saúde|Do R7

Sono ruim afeta produção de insulina
Sono ruim afeta produção de insulina Sono ruim afeta produção de insulina

Pessoas que dormem menos de seis horas ou mais de seis horas, além daquelas que têm um sono de má qualidade, correm um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2, também conhecida como diabetes mellitus. A conclusão é de um estudo sul-coreano que acompanhou, durante 14 anos, quase 9.000 pessoas naquele país.

Os resultados, apresentados nesta semana na reunião anual da Endocrine Society, mostram uma relação direta entre a duração do sono e as chances de ter diabetes com o passar dos anos.

Dos 8.816 participantes do estudo, 1.630 (18%) tiveram a doença. Entre aqueles que dormiam mais de dez horas por dia, os pesquisadores identificaram uma diminuição de um marcador da função secretora de insulina, hormônio essencial para o controle do açúcar no sangue.

Para os indivíduos que dormiam menos de dez horas por dia, os cientistas aplicaram o questionário de Escala de Sonolência de Epworth (ESS, na sigla em inglês), como forma de avaliar a qualidade do sono.

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Os que foram identificados como tendo uma qualidade do sono ruim também foram justamente aqueles que apresentaram maior incidência de diabetes durante o estudo.

“Mesmo que a duração do sono seja inferior a dez horas, a probabilidade de desenvolver diabetes é maior quando a qualidade do sono diminui”, disse um dos autores do trabalho, o professor Wonjin Kim, da Universidade CHA, e médico do Gangnam Medical Center, em Seul.

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Segundo o pesquisador, esse foi o primeiro trabalho a procurar efeitos longitudinais nessa relação de sono e diabetes.

"O padrão de alterações em vários parâmetros glicêmicos pode fornecer pistas sobre o mecanismo subjacente à associação entre a duração do sono e a incidência de diabetes mellitus", complementa.

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Cerca de 500 milhões de pessoas em todo o mundo têm diabetes, das quais 95% têm diabetes tipo 2, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

A doença "é uma das principais causas de cegueira, insuficiência renal, ataques cardíacos, derrame e amputação de membros inferiores", de acordo com a agência sanitária.

Juntamente a um sono de qualidade, uma dieta balanceada, controle do peso e a prática regular de exercícios físicos são as formas de evitar o diabetes tipo 2.

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