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Glaucoma: crenças populares e falta de informação afetam pacientes

O diagnóstico precoce reduz os riscos de perda da visão

Saúde|Da Agência Brasil

Mitos acabam afastando pessoas do diagnóstico
Mitos acabam afastando pessoas do diagnóstico Mitos acabam afastando pessoas do diagnóstico

Entre os vários mitos relacionados ao glaucoma, alguns causam confusão e podem adiar o início do tratamento e até mesmo afastar o paciente dos cuidados com a doença, tida como a principal causa evitável de cegueira no mundo. O alerta é do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), em razão do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, nesta sexta-feira (26).

“Ter uma data de conscientização sobre o glaucoma é extremamente relevante. Trata-se de uma oportunidade de fazer um alerta à população, informando-a que o glaucoma causa perda de visão de forma lenta e que é fundamental fazer visitas periódicas aos oftalmologistas para o diagnóstico precoce a partir de sinais, sintomas e exames”, destacou a entidade em nota.

Um dos mitos mais replicados entre os pacientes com glaucoma, segundo o CBO, é que não se pode “forçar” o olho. Alguns pacientes têm medo de que, ao fazerem isso para ler, bordar ou assistir à televisão, por exemplo, possam prejudicar a visão e causar o aumento da pressão do olho. 

“O que pode ocorrer é que algumas pessoas já tenham uma irritação nos olhos em decorrência do uso de colírios ou até por uma questão ambiental. Daí fazem a associação equivocada de que forçar ao realizar atividades comuns do cotidiano causa desconforto ou complicação”, destacou o conselho. 

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Cegueira

Outro mito que corre entre os pacientes é a certeza de cegueira para quem tem glaucoma. A crença, segundo o CBO, vem de uma época em que a doença não tinha muitas opções terapêuticas. “Contudo, atualmente, a situação é bem diferente, por conta da evolução da ciência e da medicina.” O diagnóstico precoce reduz consideravelmente os riscos de perda da visão. 

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Outro problema relacionado ao glaucoma que atrasa o enfrentamento da doença é o desconhecimento de que é possível encontrar tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). A rede pública garante aos pacientes acesso gratuito a consultas, exames, medicamentos e cirurgias. 

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O conselho é taxativo: se o paciente tem dúvidas sobre o glaucoma, deve procurar a resposta para suas perguntas com um oftalmologista. “O desconhecimento é prejudicial à saúde, pois dificulta a aceitação do diagnóstico, causa atrasos no início do tratamento e pode levar ao seu abandono. Em todos os casos, os efeitos são negativos, contribuindo para o avanço do glaucoma.”

A doença

O glaucoma, apesar de ser uma doença ocular tratável, pode levar à cegueira caso não haja cuidado e tratamento corretos. Estudos estimam que entre 1% e 2% da população mundial viva com glaucoma. As projeções não são animadoras: 111,8 milhões de pessoas podem sofrer da doença em 2040. 

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Diante de sinais e sintomas de problemas oculares, a orientação é que o paciente passe por um exame oftalmológico completo, que inclui, entre outras avaliações, a medida da visão, o exame na lâmpada de fenda — aparelho no qual o oftalmologista observa detalhes microscópicos do olho —, a medida da pressão intraocular e o exame de fundo de olho. Além disso, é feita ainda a documentação fotográfica do olho por meio da retinografia.

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